''É uma emoção muito grande''. A exclamação da corretora de seguros Maria Torres Eufrasino resume o sentimento de dezenas de pais, avós e outros familiares que prestigiaram o concerto dos alunos iniciantes do 32º Festival de Música de Londrina (FML). Ela foi conferir a apresentação do neto Victor Lima, 8 anos, que participou do curso de bateria. O espetáculo, realizado na manhã de ontem, no Colégio Mãe de Deus (Área Central), marcou o encerramento da etapa pedagógica do evento, que teve início no dia 15. Foram oferecidos 54 cursos, com 1.280 inscrições.
No concerto dos novos músicos foram apresentadas peças eruditas e populares interpretadas por alunos dos cursos de violino, violoncello, bateria, flauta e coral. ''Essa é uma vitória para eles, pois muitos nunca tiveram contato com nenhum instrumento e ao longo do festival aprenderam a tocar os primeiros acordes'', destacou Lilian Almeida, coordenadora geral do FML.
Esse é o caso de Victor Hugo Coelho, 16 anos. Há poucos meses, ele começou a fazer aulas de violino no Centro Profissionalizante Agape Smith (Cepas), desenvolvido na Zona Norte de Londrina. ''Na minha família ninguém toca nenhum instrumento. No projeto acabei gostando do violino e como faço aula apenas uma vez por semana decidi me inscrever no festival de música para aprender a tocá-lo mais rápido. Gosto de música clássica, embora ainda não conheça os compositores eruditos. Aprendi muita coisa no festival e isso vai me ajudar no futuro, pois meu sonho é me tornar um músico profissional'', afirmou.
Já Thamyres Jheniffer da Silva, 12 anos, conta que se inscreveu no FML apenas para acompanhar o irmão que toca diversos instrumentos. ''Meu irmão toca saxofone, bateria e teclado. Eu não sabia tocar nada, por isso me matriculei no curso de violino. Gostei da experiência e quero fazer outros cursos nos próximos festivais'', afirmou a adolescente, que mora na Zona Leste.
O violão foi o instrumento escolhido por Lídia Cunha, 15 anos, moradora da cidade de Floriano, no Piauí, para iniciar sua trajetória musical. ''Meu pai toca percussão em uma banda de pagode e minha mãe é cantora de coral. Resolvi aprender violão porque achei que seria mais fácil. Ainda estou sofrendo um pouco para tocar as primeiras músicas, mas a experiência de participar do festival foi muito legal. Quero voltar outras vezes, apesar de não ter a pretensão de me profissionalizar nesta área'', ressaltou a adolescente, que faz curso de técnico em edificações e sonha em ser engenheira.
Enquanto aguardava a apresentação da filha Carolina, 7 anos, que tocaria violão em público pela primeira vez, a costureira Rosângela Ribeiro enfatizou que mais importante que a definição do instrumento a ser aprendido são os benefícios trazidos pela música. ''Este ano minha filha participou do curso de violão, mas ela já cogitou fazer aulas de canto coral ou percussão nas próximas edições do festival de música. Para mim o importante é que ela aprenda música, que faz muito bem para a alma, e seja feliz'', afirmou.

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