A empresária Rosana de Cássia Ribeiro, trabalha com portadores de deficiência auditiva há oito anos. O potencial dos deficientes auditivos para trabalhar na área de computação, diz, foi descoberta quase por acaso e dentro de sua própria empresa. ‘‘Apesar do grande número de profissionais na área de computação gráfica, poucos são realmente bons. E o potencial dos portadores deficiência auditiva que trabalham comigo me chamou a atenção’’, conta. Ela procurou então a Usina de Conhecimento e propôs parceria pra a elaboração de um projeto que atendesse aos portadores de deficiência.
Rossana Ribeiro argumenta que os portadores de deficiência ainda são vistos pelos empresários e comunidade como ‘‘incapazes’’. ‘‘Não é verdade. O primeiro mês é de adaptação tanto para os portadores da deficiência quanto para os ouvintes. Mas depois eles se transformam em excelentes profissionais’’, garante. Dos 12 funcionários da sua empresa, três são portadores de deficiência auditiva e estão fazendo o curso de computação gráfica na Usina de Conhecimento.
A empresária não tem ninguém na família com deficiência auditiva, e esclarece que começou a trabalhar com eles através da Igreja Presbiteriana. Ela aprendeu a Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e desde então acompanha grupos de portadores de deficiência auditiva. ‘‘Além de acreditar que eles são capazes, eles precisam provar isto para a comunidade. É um trabalho duro’’, comenta.
Ela utiliza sua empresa como um laboratório profissionalizante para preparar os portadores de deficiência para o mercado de trabalho. Desde que começou, diz, já conseguiu inserir 15 portadores de deficiência auditiva no mercado de trabalho. ‘‘A computação gráfica é uma alternativa a mais, onde os portadores de deficiência auditiva podem ter sucesso porque dispõem de um poder de concentração e criatividade mais aguçados do que os ouvintes’’, defende.

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