Londrina - Cabeleireiros, barbeiros, manicures, salões de depilação e centros de estética estão presentes em quase todas as galerias. Proprietários desses estabelecimentos afirmam que não dependem tanto da exposição que um comércio de rua proporciona.
Somente no Centro Comercial, na Rua Piauí, são 15 salões de beleza. Segundo o proprietário de um deles Jaime Giordani, de 57 anos, as galerias comerciais proporcionam mais segurança. "Quando tinha um salão na Rua Alagoas fui assaltado e levaram tudo", justificou. Ele disse que está há 13 anos no Centro Comercial e que por residir no edifício tudo fica muito mais fácil. "Eu consigo almoçar na minha própria casa", destacou.
No Condomínio Comercial Tuparandi, na Rua Professor João Cândido, Dinalva Motoori, 60, proprietária de um salão de beleza, relembra dos tempos áureos da galeria. Ela conta que nessa época participava de campeonatos nacionais e internacionais de cortes de cabelo e penteados, tendo conquistado vários títulos. "Nesse tempo, quando a gente falava que era de Londrina, os outros competidores respeitavam. Como patrocinadoras de candidatas a miss Londrina fazíamos penteados dessas garotas", relembrou.
Estabelecida na galeria desde 1978, ela conta que para um salão, a galeria é um local ideal, mas reclamou que não há muitas reformas para modernizar o prédio. "Mesmo assim eu nunca pensei em sair", declarou.
O cabeleireiro Edvaldo S. Ferreira trabalha há dez anos na galeria do Edifício Lundgren, na Avenida Rio de Janeiro. Ele contou que escolhou abrir seu salão na galeria porque o espaço está localizado em uma área central e, ao mesmo tempo, o valor do aluguel não é tão alto.
No número 170 da Avenida São Paulo, existe um espaço onde funcionou um salão de cabeleireiros bastante conhecido pelas pessoas mais antigas da cidade. No local onde funcionou por anos o Salão Presidente hoje está o estabelecimento do cabeleireiro Márcio Sangregório, 47. "Mas vimos que aqui era um ótimo ponto. Nós estamos aqui há 13 anos. A grande vantagem do salão ser em uma galeria é que é um espaço mais reservado que uma loja de rua", constatou. Ele explicou que as mulheres são as que mais frequentam o espaço e, como elas passam por processos que exigem a colocação de uma touca, por exemplo, não gostam de ser vistas. "Elas só gostam de aparecer depois do resultado final", justificou.
O ambiente também é um fator bastante relevante na escolha do ponto comercial. Na galeria Cine Vila Rica, a cabeleireira Tizuko Nakagawa disse que
viu na galeria um espaço ideal para abrir um salão. "Faz quatro anos que estou aqui. É um ambiente bem familiar e que é bastante frequentado pelas pessoas. Sinto confiança ao trabalhar neste espaço", declarou. (V.O)

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