Da Redação
Cerca de 5.250 notificações emitidas pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) de Londrina, entre 23 de janeiro e 22 de maio do ano passado, serão anuladas. As notificações da companhia (representando R$ 750 mil) fazem parte de um ‘‘bolo’’ de 76 mil multas que serão anistiadas, conforme resolução baixada recentemente pelo Detran.
As multas são consideradas ilegais porque o aviso da infração ao motorista foi realizado fora do prazo previsto pelo Código Nacional de Trânsito - após 30 dias do ocorrido.
O presidente da Comurb, Kakunen Kyosen, afirmou que a maioria dos infratores iria recorrer das multas, justamente por ser ilegal.
‘‘O processo dos recursos iria exigir um desgaste enorme e os motoristas iam ganhar mesmo. Por isso, resolvemos nos antecipar e baixar a resolução em conjunto com o Detran’’, justificou Kyosen.
Na opinião do presidente da Comurb, este problema ocorrido no ano passado pode até ser considerado normal. ‘‘Tudo que é novidade causa algum transtorno’’, observou.
Kyosen disse que agora está sendo estudada a melhor forma de comunicar os infratores de que não terão de pagar as multas - se através de correspondência individual ou em meios de comunicação.
Ele observou que o fato de a Comurb não ter embolsado o valor das multas não traz prejuízos aos trabalhos de fiscalização. Atualmente são 46 agentes municipais (chamados azulões) que fiscalizam o trânsito na cidade.

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