Comurb realiza concurso público para contratar 101
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quarta-feira, 01 de outubro de 1997
Lucília Okamura Londrina 
A Prefeitura vai realizar um concurso público dentro de 60 dias para contratar 101 funcionários para a Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). A informação é do presidente da Comurb, Kakunen Kyosen. Anteontem, foi baixada uma portaria nomeando a comissão para organizar o concurso.
Quem passar no concurso substituirá os funcionários contratados irregularmente que estão trabalhando nos terminais urbanos de transporte coletivo há alguns meses. A comissão organizadora é formada por funcionários da Secretaria de Recursos Humanos e tem um prazo de 60 dias para realizar o concurso. Kakunen Kyosen informa que o concurso visa preencher as 96 vagas necessárias para o trabalho nos terminais e também cobrir outros setores da Comurb, como o de informática.
O presidente da Comurb observa que os funcionários que já estão atuando nos terminais devem participar do concurso. Essas pessoas podem até passar no concurso, porque já estão acostumadas com o serviço, mas não existe esta garantia. Em concurso passa quem tem mais aptidão. O salário para a maioria dos cargos é de R$ 230,00.
No início deste ano, a Comurb contratou sem concurso público ou teste seletivo 212 funcionarios para trabalhar nos terminais. A alegação do presidente da Comurb na época, Cléber Tóffoli, foi de que as contratações eram emergenciais.
Em junho, quando as contratações começaram a ser questionadas, Cléber Tóffoli pediu demissão e em seu lugar assumiu Kakunen Kyosen. Uma sindicância para apurar as irregularidades foi instaurada e parte dos contratados foi demitida.
Outros 96 funcionários permanecem na companhia para manter o sistema funcionando nos terminais até a realização do concurso. A escolha destes 96, segundo o presidente da Comurb, obedeceu critérios rigorosos, como aspecto técnico e qualidade dos serviços. A sindicância foi concluída há cerca de 20 dias e o resultado entregue ao promotor especial de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, que apura o caso.
O promotor já constatou que as contratações não foram emergenciais, já que dezenas deles estavam emprestados para secretarias municipais, órgãos estaduais e para a Câmara de Vereadores. Bruno Galatti investiga agora a possibilidade de que cheques de pagamento de alguns contratados estariam indo para funcionários do primeiro escalão municipal e políticos locais.


