Comurb prestará serviços a terceiros
Lino Ramos
De Londrina
A Companhia Municipal de Urbanização de Londrina (Comurb), criada em julho de 1993, poderá exportar serviços para outros estados e municípios, além de executar trabalhos para empresas da iniciativa privada. O diretor-presidente da companhia, Celso Costa, garante que a empresa está preparada para atuar nas áreas de iluminação pública, trânsito, projetos e urbanização. Segundo ele, não há qualquer impedimento legal para essa atividade, que tem o objetivo de buscar a autonomia financeira do órgão. Costa revela que os primeiros contratos poderão ser fechados em breve.
Segundo a diretoria administrativo-financeira da Comurb, no ano passado a companhia arrecadou aproximadamente R$ 6,5 milhões e as principais fontes de recursos foram a taxa de 6% cobrada pelo gerenciamento do Transporte Coletivo e o Fundo Municipal de Urbanização (R$ 3,2 mihões), taxa de permissão (R$ 376 mil) e receitas de serviços prestados ao município (R$ 2,6 milhões). As despesas anuais somam R$ 7,2 milhões e a proposta de expandir a prestação de serviços tem o objetivo de cobrir a diferença anual entre receita e despesa, em torno de R$ 700 mil.
O diretor de transporte e trânsito da Comurb, Carlos Alberto Klamas, diz que um dos pontos fortes da companhia é a serralheria, que hoje fabrica as placas de trânsito para a cidade, alambrados, traves para campos de futebol e objetos para iluminação pública. Em 45 dias estaremos cadastrados pela Copel para executar serviços que vão da troca de uma lâmpada à instalação de uma rede elétrica, afirmou. Segundo ele, as prefeituras que eventualmente contratarem os serviços da Comurb terão a vantagem de evitar a burocracia. A Comurb poderá fazer o serviço de uma forma mais fácil para as prefeituras, pois não há necessidade de licitações por ser de empresa pública para o setor público, garantiu.
Atualmente a companhia possui mais de mil funcionários, entre técnicos, servidores e operários da Frente de Trabalho e na avaliação de Celso Costa, o prefeito Antonio Belinati (PFL) está de acordo e não haverá comprometimento dos serviços prestados à população de Londrina. Não há nenhum óbice (impedimento) legal para essa atividade. Pra que deixar nossa estrutura ociosa se podemos aliviar o custo para o município?, questiona.
A companhia é um dos órgãos da administração municipal investigados pelo Ministério Público de Londrina. Os contratos suspeitos analisados pelos promotores foram assinados pelos ex-diretores da companhia, Kakunen Kyosen, Eduardo Alonso e Lúcia Brandão, mas todos alegam inocência. De acordo com Celso Costa, a atual administração está buscando a transparência em suas atividades.





