Comurb já tem novos diretores
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sábado, 11 de janeiro de 1997
Da Redação 
Marcos BorgesPalavra do presidente Tóffoli: Não podemos esquecer que dia 27 vence a concessão do transporte executado pela TCGL
O professor Cléber Tóffoli assumiu ontem a presidência da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) colocando como meta o entendimento entre as empresas Francovig e Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) que operam o transporte coletivo no município. Tóffoli afirma que a retirada das ações judiciais movidas pelas duas empresas pode ser requisitada pela prefeitura. Vai chegar uma hora que teremos tantas ações na Justiça que não teremos mais o que fazer, alega Tóffoli.
A posse de Tóffoli foi no auditório da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) com a presença do vice-prefeito e presidente da Codel, Alex Canziani, representando o prefeito Antonio Belinati. Também participaram da cerimônia o ex-presidente da Comurb, Alexandre Modesto Cordeiro, deputado federal José Janene, vereador Orlando Bonilha, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Abílio Medeiros Júnior e o presidente do Conselho Administrativo da Folha de Londrina, João Milanez. Também foram empossados a diretora administrativa-financeira, Cíntia Sales Belinati, e a diretora operacional, Lúcia Brandão.
O presidente da Comurb acredita que a administração conseguiu o primeiro avanço ao colocar na mesma mesa as duas empresas para conversar, apesar da reunião, que durou mais de seis horas, não ter tido resultados. A reunião foi na quinta-feira. Tóffoli ressalta que a prefeitura não pode esquecer que à meia-noite do dia 27 vence a concessão do transporte coletivo urbano executado pela TCGL. A questão está sub judice mas Londrina não pode ficar sem transporte nem um dia, afirma. Ele explica que o município pode requisitar uma outra empresa para operar o sistema em caráter provisório e precário até que o Tribunal de Justiça se pronuncie sobre o caso ou ainda permitir que a própria Grande Londrina continue provisoriamente.
Sobre o pedido de reajuste tarifário de 25% feito pela TCGL, Tóffoli afirma que a reivindicação vai ser apreciada primeiro tecnicamente. Segundo ele, o pedido protocolado na prefeitura esta semana ainda não chegou na Comurb. A prefeitura é que vai decidir se o índice é alto ou não e se vai conceder o aumento. Questionado sobre a quebra do monopólio, Tóffoli responde não ter opinião formada. Para a prefeitura não interessa se é uma, duas ou três empresas que fazem o serviço. Queremos eficiência e preço acessível.
(Edmara Michetti)


