Osmani Costa
De Londrina
Com a chegada dos fortes ventos e chuvas de verão aumenta consideravelmente o risco de acidentes com a queda de árvores – principalmente as velhas e doentes – em Londrina, que tem na área urbana cerca de 310 mil pés no total. Há poucos dias, uma delas caiu na Praça Marechal Floriano (área central), em cima de um banco onde estavam quatro pessoas. O susto foi grande, mas ninguém ficou ferido.
Mensalmente, perto de 50 árvores – condenadas por doenças ou em situação de risco – são erradicadas e substituídas por outras pelas equipes de técnicos da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). O número poderia ser muito maior, se dependesse somente dos pedidos da população. Dos cerca de 800 pedidos mensais feitos por moradores, cerca de 500 são para podas e aproximadamente 300 para o corte definitivo de árvores.
‘‘A erradicação de uma árvore é tratada aqui com muita seriedade; ela só ocorre em último caso, quando a árvore está morta ou velha e muito comprometida por cupins ou outras doenças’’, garante o diretor da Divisão de Manutenção e Serviços da Comurb, Humberto Rodrigues de Lima. ‘‘Londrina tem perto de 25 metros quadrados de área verde por habitante, quando o recomendado pela ONU são em torno de 15 metros quadrados. Isto só é possível porque a prefeitura tem uma política de plantar bastante e só cortar quando não há outra saída.’’
O diretor da Comurb comenta que o processo de erradicação e substituição de árvores será intensificado no próximo ano de maneira criteriosa, com base em um mapeamento que está em fase final de elaboração. ‘‘Do total de pedidos de corte definitivo, apenas cerca de 15% procedem e levam à erradicação. Estamos fazendo um levantamento minucioso das árvores com problemas. Depois, a substituição será feita de maneira gradativa, já com espécies que se adaptem melhor às condições urbanas de cada rua’’, explica Lima.
As mudas para a substituição, cerca de mil por mês, estão sendo produzidas pelo viveiro municipal. São espécies exóticas com características paisagísticas como a quaresmeira, a falsa murta, a ibisco e a alfeneiros. Árvores como a sibipiruna, comum na cidade, não estão mais sendo plantadas porque crescem muito e representam risco de queda com os ventos e para a fiação elétrica.Técnicos da prefeitura estão preocupados com o risco de queda de árvores doentes durante as fortes chuvas de verão
Paulo WolfgangArquivo FolhaPERIGO NA RUANa Praça Marechal Floriano, galho caiu em cima de um banco: Comurb vai substituir árvores velhas

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