Os 352 proprietários de automóveis que atuam sob permissão da Prefeitura de Londrina no transporte público de passageiros como táxis já podem respirar um pouco mais aliviados. A Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), responsável pelo gerenciamento do setor, decidiu que estes veículos estão liberados a parar - para embarque e desembarque de passageiros - em locais anteriormente considerados proibidos.
Fazem parte deste grupo de locais liberados os pontos de ônibus, as partes de ruas com guias rebaixadas, estacionamentos exclusivos para motocicletas, espaços da explorados pela Zona Azul, paradas de emergência em frente a farmácias e outros. ‘‘Estas paradas devem ser rápidas, apenas o suficiente para que seja efetivado o embarque ou desembarque dos clientes dos taxistas’’, afirma a diretora de operações da Comurb, Lúcia Brandão.
Este é o resultado da negociação entre o Sindicato dos Taxistas e a direção da Comurb, ocorrida na última quarta-feira. O presidente da entidade classista, Amaro Batista da Silva, conta que os taxistas - cerca de 700 pessoas entre donos, empregados e prepostos - estavam preocupados desde a entrada em vigor do novo Código Nacional de Trânsito, que aumentou o rigor na fiscalização e os preços das multas por estacionamento irregular.
Segundo dados da Comurb, no entanto, seis taxistas foram multados por parar em fila dupla nestas três últimas semanas. Essa falta, considerada grave pela nova lei do trânsito, significa 5 pontos na conta negativa do motorista - que ao completar 20 pontos pode ter a Carteira de Habilitação suspensa - e uma multa de R$ 115,00.
‘‘A fiscalização e abordagem aos taxistas, tanto pelos policiais de trânsito quanto pelos funcionários da Comurb, estavam sendo muito rigorosas depois da chegada do novo Código. A pressão foi tão grande que estava atrapalhando o desempenho do nosso trabalho’’, ressalta Amaro da Silva. Segundo ele, o centro da Cidade, em horário comercial, dispõe de poucas vagas para que os motoristas esperem ou desembarquem o passageiro que ligou numa central ou no ponto de táxi. ‘‘Agora, com esta abertura dada pela Comurb, nossa situação fica melhor e o trabalho é facilitado.’’
Lúcia Brandão explica que a liberação não é um privilégio para os taxistas e não contraria o novo Código. ‘‘Na verdade, os táxis desempenham um serviço público de transporte de passageiros, sob permissão da Prefeitura. Para eles, valem estas exceções na hora de parar, de forma rápida, apenas para apanhar ou deixar o passageiro.’’ Ela enfatiza, porém, que os táxis não podem mesmo parar em fila dupla, nem em locais onde a sinalização proíbe expressamente o estacionamento para os demais veículos.

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