Lucilia Okamura
De Londrina
A extinção de algumas áreas e a obrigatoriedade de o veículo permanecer no máximo uma ou duas horas, sem direito à prorrogação, são algumas medidas que devem ser implantadas a partir de setembro no serviço de Zona Azul, em Londrina. As mudanças vem sendo estudadas pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) - gerenciadora do serviço - e Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), responsável pela operacionalização.
A Zona Azul (estacionamento rotativo pago nas vias públicas) conta atualmente com 1.085 vagas espalhadas por várias ruas da área central. Por hora são cobrados R$ 0,60. A diretora de Transporte e Trânsito da Comurb Lúcia Brandão observa que recebe pedidos para a colocação da Zona Azul em determinados trechos porque comerciantes acreditam que a medida irá aumentar a segurança. ‘‘Os atendentes podem até dar a sensação de mais segurança, mas eles não estão lá para isso’’, ressalta.
Lúcia observa que a finalidade da zona azul é garantir a rotatividade na área central. ‘‘Em alguns ruas, como a Pio XII, a procura é grande e aqueles que utilizam acabam ficando o dia inteiro, mas servir de estacionamento também não é o objetivo da zona azul’’, afirma.
Justamente para garantir a rotatividade às pessoas que vêm ao centro em busca de algum serviço é que estão sendo estudadas mudanças. A principal delas e que deve gerar reclamações dos usuários é o limite máximo para o carro permanecer numa vaga da Zona Azul. Lúcia explica que será permitida somente uma hora de permanência (sem prorrogação) no quadrilátero formado pelas ruas Pernambuco, Mato Grosso, Sergipe e Pará. Em trechos das avenidas Duque de Caxias, Higienópolis e Leste-Oeste os veículos poderão permanecer estacionandos até duas horas.
Outra mudança prevista é de deixar uma vaga em cada quarteirão para a chamada Zona Azul livre - espaço que poderá ser utilizado pelo motorista por, no máximo, 20 minutos. Com a instalação desta vaga, será extinta a tolerância de 15 minutos que existe atualmente para toda a área da Zona Azul.
A diretora da Comurb adianta que a mudança deverá criar problemas, já que hoje os usuários estão acostumados a deixar o carro mais tempo. Muitos, inclusive, pedem ao atendente para colocar mais talões se o horário vencer. ‘‘Mas o trabalhador, aquele que vai regularmente ao centro, tem que procurar outras alternativas, como usar um estacionamento particular ou o transporte coletivo.’’
Lúcia explica que haverá um período de adaptação para os motoristas se acostumarem às mudanças e acredita que a fiscalização será fundamental. Segundo ela, os atendentes da Zona aazul terão que orientar os motoristas e o coordenador de área terá de fiscalizar os atendentes. Os agentes municipais de trânsito também serão utilizados para verificar o comportamento dos motoristas. ‘‘Esperamos a compreensão da população. Os usuários têm que entender que não estão comprando vagas e todo mundo tem o mesmo direito de usar o espaço.’’
A Epesmel é a favor de áreas diferenciadas, estipulando o tempo de permanência de acordo com as particularidades de cada via. Um dos exemplos citados é a Avenida Bandeirantes, onde estão localizados vários consultórios médicos e um hospital. A idéia é do tempo de permanência na avenida ser superior a duas horas. ‘‘O médico pode estar em procedimento cirúrgico e não dá para sair’’, justifica a coordenadora dos projetos da entidade Mara Lúcia Sbizera.Estacionamento rotativo pago pode sair de algumas vias públicas; motorista terá limite de tempo para estacionar veículo
Josoé de CarvalhoANÚNCIO POLÊMICOTrecho da Avenida Duque de Caxias - Superquadra Tupã - pode deixar de ter a Zona Azul; comerciantes são contra

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