Comurb espera que TCGL assine contrato
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sexta-feira, 31 de janeiro de 1997
Lucília Okamura 
Em nenhum momento a Grande Londrina nos afirmou que não iria assinar o contrato permissionário. A informação é do presidente da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Cléber Tóffoli, ao ser questionado sobre a empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), que disse que não irá cumprir o decreto permissionário da prefeitura que passa 10 linhas da zona sul para serem operadas pela Francovig.
A minuta do decreto permissionário foi entregue à TCGL na última terça-feira, segundo Cléber Tóffoli. A diretoria da Grande Londrina tem afirmado na imprensa que irá ingressar na Justiça por entender que o decreto é inconstitucional e que descumprirá a medida, continuando a operar em 100% das linhas urbanas - 73 no total. O decreto foi baixado pelo prefeito Antonio Belinati no último fim de semana.
Mesmo tendo conhecimento destes fatos, Cléber Tóffoli afirma não poder falar sobre o assunto, já que não recebeu comunicado oficial da empresa. Ele confirma que nesta semana foram realizadas duas reuniões com os diretores e a assessoria jurídica da empresa, mas alega que nada foi comentado sobre a possibilidade da TCGL não assinar o contrato.
O presidente da Comurb diz esperar que a empresa não entre na Justiça. Nós estamos caminhando para uma solução, afirma. Segundo ele, esta solução seria a empresa cumprir o decreto.
Na próxima semana a Francovig deve começar a operar as primeiras linhas da zona sul. O diretor da empresa, Francisco Henrique Francovig, voltou ontem à tarde de São Paulo e informou que já foram adquiridos 52 veículos, sendo 22 novos, todos da marca Mercedez Benz.
Francisco Francovig acredita que até o final da próxima semana estará operando pelo menos 8 das 10 linhas. Ele afirma ainda que a média de idade dos veículos passará a ser de dois anos e seis meses. O diretor da empresa informa que foram contratados 280 funcionários, que estão sendo treinados.
Ontem à tarde, Francisco Henrique Francovig, seu pai Francisco, e o advogado da empresa, Osvaldo Macedo, estiveram reunidos com o prefeito. Francisco Henrique Francovig garante que foi apenas uma visita de cortesia e que não foi discutida a questão do contrato não assinado pela Grande Londrina. Segundo ele, este assunto não preocupa a empresa.


