Comurb e Francovig assinam contrato para linhas da zona sul
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quarta-feira, 29 de janeiro de 1997
Da Redação 
Marcos BorgesProntos para estrearOntem, chegaram 20 ônibus para a Francovig. Veículos estão sendo preparados pela empresa
A empresa Francovig e a Companhia Municipal de Urbanismo (Comurb) assinaram ontem à tarde contrato que regulamenta o serviço da empresa no transporte coletivo de dez linhas da zona sul de Londrina, por um prazo de seis meses. A permissão à Francovig foi concedida por um decreto da Prefeitura assinado sábado e publicado domingo. De acordo com o decreto, a Francovig vai operar com exclusividade as linhas Roseira, Ouro Branco, Tito Leal, Cafezal, União da Vitória, Perobal, Jamile Dequech, São Miguel, Adriana e Terminal Acapulco.
A empresa vai implantar gradativamente o serviço nessas linhas, com o prazo máximo de 30 dias. Essas linhas correspondem a 15% da área urbana.
Será feito um adendo ao contrato estabelecendo a tarifa de R$ 0,60 no serviço da Francovig, durante um ano. O engenheiro de operações da empresa, Antônio Carlos Marchezetti, afirma que o valor foi estabelecido em reunião na manhã de ontem com representantes de entidades de moradores da região sul de Londrina. Temos que trabalhar com uma tarifa única para facilitar a compensação de passes de ônibus. Lideranças da zona sul assistiram à assinatura do contrato na Comurb. Assinaram Francisco Francovig e o presidente da Companhia Cléber Tóffoli.
Marcos BorgesFrancisco Francovig e Cléber Tóffoli assinaram contrato de seis meses
Ontem, chegaram 20 ônibus usados à Francovig, que estão sendo preparados para uso nas linhas urbanas. Marchezetti diz que na próxima semana estarão na empresa mais 40 veículos. Segundo ele, os funcionários estão sendo treinados para o novo serviço. Vamos elaborar um cronograma junto com a Comurb para que antes do prazo previsto estejamos atuando em todas as linhas, afirma.
Além de garantir o valor da tarifa em R$ 0,60 por um ano, os moradores da zona sul reivindicam à Francovig que todos os ônibus da empresa sejam adaptados para transportar deficientes físicos; e que a empresa cumpra a lei que permite que as grávidas desçam pela porta da frente, sem passar pela roleta.
À Comurb, as entidades solicitaram que todos os pontos de ônibus e os terminais de transporte coletivo sofram adaptações para facilitar o acesso de deficientes físicos; que sejam liberadas as carteiras para idosos e deficientes físicos; que seja formada uma comissão paritária com representantes da Comurb, empresa e usuários para os assuntos de transporte na zona sul.
Segundo o presidente da Comurb, Cléber Tóffoli, os moradores querem também que, com a licitação, não haja exclusividade no serviço em nenhuma região da Cidade. Ele fala que as reivindicações das lideranças de bairro serão analisadas pela Comurb. Agora o assunto virou técnico. A Comurb hoje vai determinar as regras.
(Carina Paccola)


