Comurb diz que serviço é bom, mas fará mudanças
O serviço de táxis de Londrina é bom. Pelo menos é o que garante a diretora operacional da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Lúcia Brandão. Segundo ela, o número de acidentes envolvendo taxistas, na cidade, é irrisório e, na maioria das vezes, o taxista não é responsável direto pelo acidente. Isto demonstra que os taxistas estão dirigindo bem, afirma. Londrina tem hoje 347 permissionários e 117 condutores (motoristas contratados pelos permissionários). Eles atuam em cerca de 80 pontos espalhados pela cidade.
O baixo índice de reclamações e o tipo de denúncia que chega à Companhia, diz Lúcia, também comprovam que o serviço é de boa qualidade. Segundo a Comurb, as principais reclamações dos usuários são a diferença no preço de uma mesma corrida, de um carro para outro e o abuso de velocidade. A qualidade da frota da cidade também é boa, na avaliação da diretora. Ela afirma que 40% dos táxis de Londrina têm menos de quatro anos.
A lei municipal proíbe que carros com mais de 10 anos continuem servindo como táxis, a não ser que estejam em ótimas condições de mecânica e aparência. A fiscalização é feita periodicamente. A frota da cidade é relativamente nova mas, na revisão da lei que regulamenta o serviço, deveremos reduzir este prazo, afirma.
A permissão para ceder os direitos sobre o ponto de táxi também deverá ser revista. Lúcia Brandão explica que a lei permite ao permissionário ceder seu direito a outra pessoa, mas proíbe a venda, comercialização do direito. Para passar o ponto a outra pessoa, o permissionário precisa entrar com processo, pedindo a autorização da Companhia.
A diretora garante que a Comurb desconhece a existência de um mercado de compra e venda de pontos. Mas a informação de que o direito a uma vaga em um ponto de táxi da cidade pode variar de R$ 20 mil a R$ 100 mil, dependendo do lugar onde está localizado, é de domínio público. A Comurb não está mais autorizando a cessão dos direitos há um ano. E as modificações que serão feitas na lei que regulamenta o serviço vão coibir este tipo de ação, afirmou. (C.B.)





