Comurb diz que contrato não permite ampliação da área
Os quiosques do Calçadão vão continuar onde estão com a mesma área ocupada atualmente. O diretor administrativo financeiro da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Eduardo Alonso, explicou que os proprietários dos quiosques são permissionários e a lei não permite modificação da área ocupada e definida em contrato. Ele esclareceu ainda que o projeto de revitalização do Calçadão que está sendo elaborado pelo Ippul apenas padroniza as construções.
Segundo a Comurb, todas as permissões de uso concedidas para quiosques do Calçadão datam de 1.977, quando a lei ainda não exigia a realização de licitação. A concessão mais recente é de 83. A realização de licitação passou a ser obrigatória a partir da Constituição de 88. Mesmo assim, frisa Alonso, na época foi feito um edital de chamada de interessados (número 24/77) e venceu quem ofereceu o maior valor de taxa por metro quadrado. No caso da lanchonete Grill, exemplificou, o valor fixado é de 10 UFIRs por metro quadrado. Hoje o Grill paga 2.376 Ufirs (R$ 2.283,00) por mês ao município pelo uso da área.
Já o quiosque de sorvetes, que fica ao lado do Grill, paga 7,5 Ufirs por metro quadrado. O valor varia de quiosque para quiosque, dependendo da maior oferta feita na época do edital e não pode ser modificado a não ser através de uma nova lei municipal, reforçou. Se uma das áreas ficasse disponível, garante, a Comurb seria obrigada a abrir licitação para conceder nova permissão de uso. Ainda pela lei, esta nova concessão teria validade por no máximo cinco anos.
Na época em que estes quiosques foram criados a permissão de uso era por tempo indeterminado. Por isto os permissionários atuais podem continuar no local indefinidamente e só ser retirados se descumprirem alguma das regulamentações, explicou. Alonso confirmou que os permissionários dos quiosques não pagam o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e disse que eles não são donos da área que continua sendo de propriedade do município. Quem paga o IPTU é o proprietário, frisou. (C.B.)





