Comurb divulgará parecer sobre reajuste esta semana
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segunda-feira, 14 de dezembro de 1998
Patrícia Zanin 
A Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) de Londrina deve divulgar nos próximos dias um parecer sobre o pedido de reajuste na tarifa feito pela empresa de Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). No início deste mês, a empresa protocolou o pedido na Comurb, sem citar números. Atualmente, a tarifa é de R$ 0,75. Em maio a empresa já havia solicitado um aumento de 32%, que elevaria o valor para R$ 0,99. Na época, o pedido foi negado.
No sábado, durante a solenidade de formatura dos alunos da Escola de Informática de Londrina - Região Sul, o prefeito Antonio Belinati (sem partido) disse que acha muito um real. Eu, pessoalmente, acho que um real é muito, apesar de a tarifa ter ficado um ano e meio sem reajuste, declarou.
Ele disse que quer conversar com as empresas e saber o motivo do pedido de aumento. O presidente da Comurb, Kakunen Kyosen, disse que além de ter havido reajuste nos salários dos funcionários das empresas de transporte coletivo, o combustível subiu. Os dois ingredientes pesam na planilha, admitiu.
Na semana passada, representantes de sindicatos de trabalhadores de Londrina se reuniram com o promotor de Defesa do Consumidor, Leonir Batisti, para pedir a interferência do Ministério Público no caso do pedido de aumento de tarifa.
O secretário do Sindicato dos Trabalhadores na Alimentação, Valdecir Ribeiro Mendes, afirmou que o reajuste é injusto. Na sua opinião, se o aumento na tarifa for concedido, os trabalhadores também teriam direito a um reajuste de salário na mesma proporção. Ele entregou um documento ao promotor, assinado também pelo Sindicato das Indústrias da Panificação do Norte do Paraná e pela Força Sindical Regional, que representa seis sindicatos de trabalhadores. O promotor disse que irá pedir esclarecimentos sobre o caso na prefeitura.
Caso o reajuste da tarifa seja confirmado, o londrinense estará sofrendo o terceiro aumento no preço de produtos e serviços somente neste mês. Além do reajuste nos combustíveis, que ficaram pelo menos 10% mais caros, a Sanepar aumentou em 4,5% a tarifa de água. Esses dois últimos reajustes valem para todo o Estado. No caso específico dos combustíveis, o aumento foi nacional depois que o governo retirou os subsídios do setor.


