O diretor-presidente da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) de Londrina, Kakunen Kyosen, afirmou ontem que vai orientar os fiscais a não autuar motoristas de táxi que estiverem utilizando a bandeira 1 nos horários em que é exigida a cobrança da bandeira 2 (em vigor das 18 horas às 6 horas). O valor da bandeira 1 é de R$ 0,95 e da bandeira 2, R$ 1,14 - 20% mais caro.
Kyosen tomou a decisão de liberar os taxistas depois que o prefeito Antonio Belinati (sem partido) apontou a ‘‘brecha’’ existente no decreto municipal 306, de 14 de maio de 1996. O primeiro parágrafo diz que será permitido o uso de bandeira dois. ‘‘Permitido não é obrigatório. Então o comentário do prefeito procede’’, concorda o presidente da Comurb.
O presidente do Sindicato dos Taxistas de Londrina, Amaro Batista da Silva, tomou conhecimento do decreto 306 ontem, através da Folha. Ele disse que poderia tentar convencer o prefeito Antônio Belinati a mudar a lei. ‘‘Tem que haver o bom senso. A gente não quer ter aumento da tarifa mas também não quer abaixar’’, disse.
Batista argumentou também que não seria correto deixar para que cada taxista decida se roda ou não pela bandeira 2 porque haveria diferenças de preços de corrida. A discussão sobre o valor da tarifa vem se arrastando há semanas. Muitos taxistas reclamam que há concorrência desleal com os mototaxistas, que cobram R$ 2,00 a corrida. Um pequeno grupo de taxistas tentou dar descontos para seus clientes mas foi impedido pelos próprios companheiros.

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