Londrina
A realização do concurso público para contratação de funcionários pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) depende agora da elaboração e aprovação de um plano de cargos e salários. O presidente interino da Comurb e secretário-geral da Prefeitura, Kakunen Kyosen, diz que a Justiça exige o plano para a definir quantas vagas o concurso deverá oferecer.
Kyosen descartou a possibilidade de contratação através de teste seletivo temporário devido a questões econômicas. Ele diz que o custo para a realização do teste e do concurso é o mesmo, sendo que o concurso tem uma vantagem: é definitivo. ‘‘Com o teste seletivo teríamos que gastar o mesmo dinheiro, no ano que vem, para fazer tudo de novo.’’
O presidente interino da Comurb avisa que pediu urgência à Secretaria de Recursos Humanos da Prefeitura na elaboração do plano de cargos e salários da companhia. ‘‘O plano vai dizer quantos funcionários serão necessários em cada área e quais os salários’’, explica Kyosen.
Ontem, membros da comissão de sindicância que vai apurar denúncias de irregularidades na contratação de 212 funcionários da Comurb começaram a ouvir o depoimento do pessoal contratado. Cinco foram ouvidos pela manhã. O prazo para o término dos trabalhos é de 90 dias.
Segundo Kyosen, a comissão quer levantar como os funcionários foram contratados, onde prestam serviço, horário de trabalho e salário. Os depoimentos estão sendo colhidos, lembra o presidente da Comurb, fora do horário de trabalho. ‘‘Se preciso vamos trabalhar também à noite’’, avisa.
Os 212 funcionários contratados sem concurso público estão cumprindo aviso prévio. O presidente interino da Comurb não quis revelar como eles serão substituídos até que saia o concurso público. ‘‘Posso garantir que o serviço não vai parar e para isso vamos acionar um mecanismo dentro da lei.’’ Kyosen não quis revelar qual é o mecanismo, alegando que isso poderia gerar expectativa entre o pessoal que cumpre aviso prévio.
O promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, diz que vai acompanhar os trabalhos da comissão e depois avaliar o resultado. Ele acredita que a conclusão do plano de cargos e salários da Comurb não vai demorar muito. Segundo ele, a companhia já teria um ‘‘esboço’’ do plano.
Bruno Galatti acredita que não vai haver problema na prestação dos serviços da Comurb à população: ‘‘Se eles demitiram o pessoal é porque tinham uma forma provisória de equacionar o problema’’. O promotor lembra que o Ministério Público também está investigando as denúncias de irregularidade na contratação de funcionários da Comurb. Segundo ele, a promotoria solicitou a escala de trabalho dos 212 empregados, mas recebeu apenas de 96 pessoas. Ele avisa: ‘‘Agora eu quero saber da escala de serviço dos demais.’’

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