A Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) de Londrina autuou três taxistas que estavam cobrando tarifa única e poderá cassar a autorização para que trabalhem na praça. A informação é da diretora de Operações da Comurb, Lúcia Brandão. Segundo ela, os três casos foram encaminhados para o Departamento Jurídico, que deve emitir parecer ainda hoje. ‘‘O descumprimento da legislação pode representar a cassação do direito de trabalhar na praça. Aliás, essa é a tendência nesse caso’’, destaca Lúcia.
Arquivo FolhaLúcia Brandão: ‘Para
reduzir tarifa
taxistas têm que
formalizar pedido’A polêmica da tarifa explodiu quando um grupo de aproximadamente 10 taxistas começou a cobrar tarifa única de R$ 5,00 por corrida. O caso foi denunciado e a Comurb convocou o Sindicato dos Taxistas e representantes dos ‘rebeldes’ para explicar que o uso do taxímetro é obrigatório em cidades com população acima de 100 mil habitantes e que a definição da tarifa a ser cobrada é atribuição do prefeito.
‘‘Explicamos as determinações legais e orientamos os taxistas no sentido de que a única maneira legal de reduzir os preços cobrados é formalizar na Comurb um pedido de revisão da tarifa’’, detalha Lúcia Brandão, acrescentando que se o sindicato da categoria tomar essa decisão e o estudo da planilha comprovar a viabilidade econômica, certamente o prefeito vai atender ao pedido.
O presidente do sindicato, Amaro Batista, disse que a diretoria ainda está analisando o caso e que deve verificar a vontade da categoria de discutir a questão. ‘‘A primeira impressão é de que apenas um pequeno grupo de taxistas estaria disposto a fazer mudanças na tarifa. A diretoria está estudando a situação e deve tomar uma decisão sobre a assembléia nos próximos dias’’, explicou Amaro.
A tendência entre os taxistas consultados pela Folha é de que a categoria não aprove a redução dos valores do taxímetro nem a adoção de tarifa única. Hermeto Dias, 60 anos, taxista do ponto da Concha Acústica (centro), entende que a tarifa está congelada há muito tempo e que sua redução inviabilizaria a sobrevivência no ramo.
‘‘A situação já está difícil com a tarifa congelada há três anos, se for reduzida ou implantado preço único, vai ficar ainda pior’’, opina Hermeto. Ele diz que a principal razão para a queda do movimento é a falta de dinheiro e a concorrência desigual dos mototáxis.
Leonel Cheira, 54 anos, também taxista na Concha Acústica, entende que a redução dos preços ou a tarifa única seria ainda mais prejudicial para os ‘paqueiros’ (motoristas que não têm carro e trabalham para terceiros). ‘‘Este grupo trabalha por comissão. Se o faturamento do dono do carro cai, o do paqueiro cai mais ainda.’

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