Da Redação
A atuação mais rigorosa dos fiscais da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) tem preocupado os camelôs que trabalham nas calçadas próximas ao Terminal Urbano de Transporte Coletivo (área central de Londrina). Os fiscais querem coibir o trabalho dos ambulantes sem alvará. O presidente da Comurb, Kakunen Kyosen, avisa que se os camelôs insistirem, serão tomadas medidas mais drásticas, como a apreensão de mercadorias
Segundo Kyosen, o trabalho ficou mais intenso a partir das semana passada, quando os fiscais chegaram de manhãzinha e proibiram os camelôs de montar as barracas. ‘‘Aqueles ambulantes que têm alvará não estão sendo prejudicados’’, afirma. Segundo ele, a presença dos ambulantes ilegais próximos ao Terminal prejudica os comerciantes da região e também os camelôs que têm alvará para funcionamento.
O presidente da Comurb garante que a fiscalização irá continuar. Por enquanto, segundo ele, os fiscais estão conversando e tentando convencer os camelôs a não se instalar nas calçadas. ‘‘Se o pessoal persistir, vamos estudar uma outra forma mais drástica, como a apreensão de mercadorias e autuação’’, avisa.
Orlando da Silva trabalha como camelô há cerca de três anos e atualmente montou sua banca de relógios e mortadela na Avenida São Paulo, quase esquina com a Rua Sergipe. ‘‘Na semana passada, por causa dos fiscais, não trabalhamos na segunda e na terça-feira. Mas esta semana está tranquilo’’, diz.
Silva contou que, na semana passada, um grupo de ambulantes tentou falar com o prefeito Antonio Belinati (PFL) para pedir apoio, mas não conseguiu. ‘‘Falamos com umas duas pessoas e demos entrada em uma papelada’’, resumiu. O camelô não soube, no entanto, dizer qual finalidade dos papéis.
As irmãs Regina e Sebastiana Roque vendem panos de prato e cigarros, em bancas montadas também na Avenida São Paulo. ‘‘Eu tenho quatro filhos, estou grávida de mais um, fui abandonada pelo marido e estou sem emprego. Por isso estou trabalhando aqui’’, alega Regina. ‘‘A prefeitura podia deixar a gente aqui, não estamos roubando’’, afirma Sebastiana.Fiscais querem coibir trabalho dos ambulantes que não possuem alvará para comercializar produtos nas proximidades de terminal
Dorico da SilvaNA CALÇADAOrlando Silva é camelô há quase 3 anos: vende relógios e mortadela na Avenida São Paulo, quase esquina com a SergipeDorico da SilvaAs irmãs Regina e Sebastiana sustentam filhos com venda de panos de prato

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