Em Londrina, as regiões com registros de leishmaniose tegumentar se dividem entre distritos, como o de Lerroville e Guaravera, e bairros como os conjuntos Lindoia e Maria Cecília e jardins Cafezal e San Izidro. As suspeitas são atendidas, inicialmente, nas unidades básicas de saúde. "Fazemos agendamento com dermatologista no Hospital das Clínicas, onde é feito o diagnóstico. Todo o acompanhamento depois é feito em conjunto", explica Sandra Caldeira, gerente de Vigilância Epidemiológica do município.
Segundo a coordenadora municipal de Educação e Saúde em Endemias, Lucimara Vasconcellos, um trabalho de orientação à comunidade também é feito em áreas onde há notificações da doença. "Conversamos com moradores sobre os hábitos do mosquito palha, transmissor da leishmaniose, e formas de prevenção, como o uso de telas nas janelas e roupas de manga comprida nestas áreas", pontua.
Ela recomenda que, ao constatar lesões na pele que dificilmente cicatrizam, é importante que o morador procure o serviço de saúde mais próximo. "Não se deve tentar mascarar a doença, passando pomadas por conta", adverte.
A prevenção da leishmaniose passa por saneamento ambiental, limpeza de quintais e eliminação do acúmulo de entulhos e matéria orgânica.(A.L.)

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