Entidades ambientais, sociais, universidades e Ministério Público debatem hoje em Jataizinho (25 km a leste de Londrina), o futuro do Rio Tibagi e da população que vive às suas margens. O 1º Encontro das Populações do Vale do Tibagi tem por objetivo divulgar, articular e coletar informações, expressões e expectativas reais sobre o processo e impacto sócio-ambiental do Projeto de Construção de quatro usinas hidrelétricas na bacia do Tibagi pela Copel.
O evento, marcado para iniciar às 8h30 no Centro de Pastoral de Jataizinho (travessa Vicente Monteiro s/nº), terá os seguintes painéis na parte da manhã: legislação ambiental; resultados de pesquisas nas áreas de biologia - Projeto Tibagi da Universidade Estadual de Londrina (UEL); química (UEL); antropologia e arqueologia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM); testemunhos de comunidades indígenas e a projeção do vídeo sobre o assentamento dos impactados da hidrelétrica Itaipu. Na parte da tarde haverá trabalho em grupo, plenária e a elaboração conjunta de documento sobre a inviabilidade das usinas hidrelétricas do Tibagi.
O projeto da Copel prevê a construção de quatro hidrelétricas em Jataizinho, Assaí, São Jerônimo da Serra e Telêmaco Borba. Além de atingir áreas de mata nativa, duas hidrelétricas irão atingir quatro reservas indígenas.
A promoção do encontro é da Associação Projetos de Educação dos Assalariados Rurais Temporários (Apeart), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Ministério Público, UEL e UEM.

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