Comunidade universitária vai às urnas para eleger novo reitor
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terça-feira, 23 de abril de 2002
Telma Elorza Reportagem Local 
Cerca de 20 mil pessoas - entre estudantes, professores e servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) - vão às urnas hoje para escolher o novo reitor. Os eleitores deverão escolher entre três candidatos, os professores César Caggiano dos Santos, Lygia Pupatto e Carlos Roberto Appoloni. O vencedor terá seu nome encabeçando a lista tríplice, que será apresentada ao governador Jaime Lerner (PFL), e substituirá o atual reitor Pedro Gordan. Ele assumiu de forma emergencial no ano passado, depois da exoneração de Jackson Proença Testa.
Segundo a comissão eleitoral, poderão votar todos os alunos matriculados nos cursos de graduação e pós e todos os que estão na folha de pagamento da UEL. As 44 urnas serão dispostas em vários locais do campus, Hospital Universitário (HU) e centros acadêmicos localizados em várias partes da cidade. Cerca de 150 membros da comunidade universitária foram escolhidos para atuar como mesários. Ontem à tarde, as urnas foram distribuídas.
Outras 26 pessoas farão a apuração, que deve começar depois do fechamento da última urna, que estará no HU até às 23 horas. A expectativa da comissão eleitoral é que apuração, que será realizada no Núcleo Esportivo, seja encerrada em duas horas. Caso seja necessário, haverá segundo turno no dia 14 de maio.
Embora haja uma enorme diferença no número de alunos aptos a votar na eleição de hoje - 15 mil - contra 5,3 mil dos funcionários (3.700) e docentes (1.600) somados, o voto discente não é decisivo por si só. Segundo professor Nelson Fernando Inforzato, chefe do departamento de Matemática e membro da comissão eleitoral da UEL, os votos dos três colegiados têm o mesmo peso, um terço cada. Para se computar o resultado, é feito um cálculo complicado: o número de votos apurados de cada colegiado é dividido pelo total de eleitores de cada um. Depois soma-se o resultado dos três colegiados, divide-se o total por três e multiplica-se por 100. Aí obtêm-se a percentagem de participação, que é o fator decisivo, explicou Inforzato.
O professor explicou que os alunos só fariam uma grande diferença se participassem em massa da votação, o que não ocorre. Historicamente, menos de 20% dos alunos votam, disse. Segundo ele, a categoria que mais participa é a dos servidores, com 70% de comparecimento às urnas. Dos professores, apenas 60% costumam votar. Quem decide a eleição é o colegiado que mais participa, apontou Inforzato.


