Comunidade teme fechamento
Cláudia Lopes
De Londrina
Boato de que o Pronto-Socorro do Hospital da Zona Sul fecharia hoje por falta de atendentes levou, ontem à tarde, uma comissão do Conselho Feminino da Região Sul (Confesul) e do Conselho de Saúde da Região Sul de Londrina (Consul) ao HZS para tentar falar com a direção do hospital. Os moradores estão preocupados com os pedidos de exoneração dos funcionários.
Queríamos que a direção confirmasse ou desmentisse esta informação, disse Marcos Aureliano Rodrigues, membro do Confesul. Ele acredita que a notícia do fechamento seja verdadeira e que a direção do HZS esteja mantendo esta decisão em sigilo para pegar os integrantes dos conselhos de surpresa. Eles querem evitar que a gente se organize para não deixar o pronto-socorro fechar.
Como não havia ninguém da direção, ontem, no hospital, os representantes dos dois conselhos marcaram para hoje, às 10 horas, uma reunião com a diretora do hospital, Akiko Nagao. A Folha foi impedida de acompanhar os representantes dos conselhos na parte interna do HZS pela enfermeira responsável, que disse não ter autorização da diretoria.
Rodrigues garantiu que o atendimento no pronto-socorro era precário ontem à tarde. Por falta de leitos, muitas pessoas estavam sendo medicadas em cadeiras nos corredores, contou. Atualmente, o hospital está funcionando com apenas seis enfermeiras.
No final da tarde, a Folha procurou a diretora-geral do Hospital da Zona Sul, Akiko Nagao, mas ela não retornou os telefonemas.





