Guaíra A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a Itaipú Binacional e a Vigilância Sanitária de Guaíra (114 quilômetros a sudoeste de Umuarama) farão um levantamento da infestação de mosquitos na cidade. O objetivo é catalogar as espécies existentes para um trabalho de controle no futuro. Em outra frente, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), de Toledo, também fará um levantamento da falta de matas ciliares no Lago de Itaipu, Rio Paraná, outros riachos da região e nas indústrias que possuem lagoas de tratamento de resíduos, como as fecularias e laticínios. A falta de matas ciliares e as indústrias são apontadas como dois fatores que contribuem para o aumento da proliferação de mosquitos na cidade.
Em setembro, a infestação do mosquito culex, o popular pernilongo, atormentou a vida dos moradores de Guaíra. Segundo a promotora Suzana Bróglia de Feitosa, o problema diminuiu nas últimas semanas, mas o Ministério Público está disposto a encontrar uma solução definitiva para o problema. A promotoria reuniu diversos órgãos de meio ambiente, saúde e especialistas numa reunião para discutir o problema, no final de outubro. Os estudos propostos levarão de três a quatro para ficarem prontos.
Segundo a promotora, o levantamento das espécies será enviado ao professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) José Lopes, especialista em insetos. O professor definirá quais as melhores formas de controle. Os especialistas não recomendam a pulverização periódica com inseticida porque resolve o problema apenas momentaneamente e cria resistência em insetos transmissores de doenças, em especial, a dengue e a febre amarela.

mockup