Comunidade se mobiliza para recuperar CSU
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sexta-feira, 21 de março de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Durante o dia, uma área verde imponente, própria para prática de esportes e caminhadas, com equipamentos de atendimento e assistência à comunidade. Com iluminação deficiente, à noite o espaço deixa de ser público e passa a ser dominado por usuários de drogas e marginais de toda ordem. Localizado em pleno centro de Londrina e às vésperas de completar 25 anos, o Centro Social Urbano (CSU) da Vila Portuguesa sofre com o vandalismo.
O Poder Público se esforça em manter a grama aparada e o local aparentemente organizado. Mas um olhar mais atento descobre a falta de tabelas nas quadras, bancos com acentos destruídos ou arrancados por vândalos, sanitários impróprios para o uso. Uma tentativa de proteger o local com cerca, tentada há cerca de quatro anos, não foi bem recebida pelos moradores, que com as próprias mãos derrubaram os pilares e arrebentaram com as telas.
Para tentar reverter esse triste quadro e ''retomar'' o controle do local, a comunidade circunvizinha resolveu agir. Às 16 horas de hoje, lideranças comunitárias e moradores discutirão os problemas e as possíveis maneiras de solucioná-los.
O encontro foi organizado por um grupo de quatro alunos do curso de Relações Públicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que aplicaram um questionário com 20 perguntas entre 120 moradores na tentativa de descobrir o que as pessoas vizinhas à área pensam sobre o parque. Os dados da pesquisa, realizada no final do ano passado, ainda estão tabulados mas o grupo já fez algumas constatações.
A estudante Cristiane Castro de Souza, 21 anos, destacou que a grande maioria das pessoas ouvidas frequenta o espaço. ''Mesmo as que não frequentam, conhecem os problemas'' e o principal deles, segundo responderam os entrevistados, é a falta de segurança, sobretudo no período noturno. Ela afirmou que ''havia uma companhia da Polícia Militar no centro social mas foi desativada há alguns anos. A associação de moradores da Vila Recreio está tentando reativar esse patrulhamento''.
Nessa pesquisa, os estudantes também descobriram um conselho comunitário, o qual deverá ser incentivado. ''Nosso interesse é buscar a conscientização com relação aos direitos e deveres dos moradores. Queremos trabalhar com eles e não para eles'', finalizou Souza.


