Comunidade restaura capela
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de março de 2003
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
Cerca de 500 pessoas participaram ontem de um almoço no Centro Comunitário da Aviação Velha e Distrito do Espírito Santo, zona sul de Londrina. O evento foi organizado pela comunidade católica para obter recursos para finalizar as obras de restauração da Capela do Divino Espírito Santo. Há quatro anos a comunidade trabalha na reforma da capela e os almoços estão se tornando tradição para ajudar as obras.
A expectativa dos organizadores era arrecadar cerca de R$ 3 mil. ''Ainda falta o acabamento da capela, e como em uma reforma de casa, essa é a parte mais cara'', disse padre Freddy UreÀa. Segundo ele, falta a pintura interna, colocar cerâmicas na entrada, pintar as grades que foram colocadas em frente à capela e trocar o altar. ''No altar nós vamos utilizar madeira reciclada'', explicou.
O secretário do conselho administrativo da pastoral, Faustino Aparecido de Abreu, disse que é através dos almoços, que acontecem desde 1999, que conseguem o dinheiro necessário para as obras da capela. ''Nossa comunidade é muito pequena e somente com o que é arrecadado com o dízimo não dá para fazer o que é necessário'', afirma.
Na década de 50 foi construída a Capela Divino Espírito Santo em alvenaria, substituindo a antiga de madeira. Na década de 80 surgiram alguns problemas estruturais e a comunidade substituiu o forro e o telhado provisoriamente. Em 1999 apareceram infiltrações que comprometeram a segurança, e a capela foi interditada pelo Corpo de Bombeiros.
A Diretoria de Patrimônio Histórico-Cultural da Secretaria da Cultura elaborou um projeto arquitetônico para restaurar a capela. A comunidade se organizou para arrecadar os recursos necessários à obra e conseguiu obter cerca de R$ 40 mil. Em 2000, foi feita a troca da estrutura metálica, do telhado e dos vitrais, a demolição de uma casa velha e um mezanino de madeira. Em 2001, a Diretoria de Patrimônio Histórico-Cultural auxiliou o padre Freddy a elaborar um projeto para que a reforma conseguisse recursos por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, e foi aprovado. Com R$ 13.125,00, a comunidade fez o forro de madeira, comprou duas portas de peroba rosa reciclada, fez calçamento, jardim, estacionamento e pintura externa.


