Espaçoso como os lagos Igapó 1 e 2, o Lago 4 poderia ter tudo pra ser uma área bem mais frequentada. Situado na Zona Oeste de Londrina, próximo a bairros populosos como Jardim Versalhes e Tókio, o lago não tem sido a melhor opção de lazer para os moradores. Ao contrário, eles evitam frequentar a área por conta da falta de estrutura e de conscientização de algumas pessoas. Um parque infantil deteriorado, falta de calçamento em torno do lago, rampas de acesso destruídas, ponte caída e lixo despejado ilegalmente por carroceiros são problemas que a reportagem de FOLHA viu no fim de semana.
Morador da região há 40 anos, Otaviano Moceli lembra que a última vez que a frequentou o Lago 4 foi há pelo menos dez anos. ''Ir até ali para que? É uma área gostosa, mas que não tem condições nenhuma de ficarmos por lá. Aquilo ali está totalmente abandonado'', reclama.
Na continuidade da Rua João Nicolau, num trecho sem asfalto, carroceiros são vistos diariamente despejando lixo na área verde, bem em frente à placa que alerta sobre a ação irregular. Perto dali, já na via que dá acesso ao Jardim Tókio, a rampa de acesso ao lago já não cumpre com o objetivo de ali existir: buraco entre os degraus faz com que as passadas dos transeuntes sejam realmente uma aventura perigosa.
No último fim de semana, a auditora contábil Fátima Regina Santos tentou passear pelo local com a família. ''Era pra ter um parquinho bonito por aqui porque é uma área gostosa, mas até para conseguirmos entrar é difícil. Olha só o estado que está essa rampa'', reclama.
A pedagoga Giely Barcelos, moradora do Jardim Nápoles, afirma ter medo de passar pela região à noite. Segundo ela, a falta de iluminação adequada atrai criminosos. ''Frequentemente temos visto pessoas estranhas circularem por aqui. Como é uma área com muito mato e ruas sem saída, acaba tornando um bom local para esconderijo de bandidos. Vários vizinhos já foram assaltados.''

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