Comunidade quer volta da capela
COM O BISPO
Comunidade quer volta da capela
Arquivo FolhaCaminhão tenta descarregar mudança da nova proprietária da casa onde antes estava instalada a capela da Comunidade Padre Roque
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
Os moradores da Comunidade Padre Mário, no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba, vão se reunir hoje à tarde com o arcebispo Dom Pedro Fedalto. Vamos questionar os critérios usados pela Mitra Arquidiocesana da cidade para vender a capela que nós usávamos, justificou Arciso Wolf, coordenador da comunidade. A venda da capela, que ficava na rua Hilda Amaral Visinoni, 341, está criando uma grande polêmica entre os fiéis a cúpula da Igreja Católica da capital.
A comunidade acusa o padre João Roberto Ceconello, da Paróquia São José Operário, responsável pela venda, de ter agido com arbitrariedade. O padre Aleixo de Souza, procurador da Mitra, disse que o negócio foi legítimo e o preço (R$ 38 mil) pago aos novos proprietários do terreno (José Nivaldo Fragallo e Aparecida Fragallo, que seria secretária da Paróquia São José Operário) foi justo. Fizemos a venda porque a justificativa do padre Ceconello foi aceita pela Arquidiocese.
Segundo o padre Aleixo, com o fechamento desta capela, Ceconello, pretende concentrar mais fiéis da comunidade em apenas uma grande capela do Bairro, que ainda não está pronta. Os moradores também reclamam que a capela não poderia ser vendida porque foi construída com doações da população. Aleixo, porém, garantiu que o dinheiro da venda e todos os móveis, imagens e o material usado em celebrações, serão reaproveitado na nova capela.
Arciso Wolf acredita qua a proposta do Pe. Ceconello não vai dar certo. As ações praticadas pela comunidade vão ser desmobilizadas. Segundo Wolf, isto já estaria ocorrendo, porque a frequência dos moradores da Comunidade Padre Mário nas missas que eram realizadas na capela, caiu de 180 para menos de 30 pessoas no local onde está sendo construído o novo imóvel da Igreja.





