O impasse entre índios e a Copel começou quando uma reunião, marcada para o dia 18, foi cancelada sem aviso prévio. Eles teriam ficado revoltado com a situação e então fizeram os funcionários reféns.
De acordo com a assessoria de imprensa da Copel, o pagamento pelo uso da reserva, no valor de R$ 25 mil, está sendo feito todos os meses e não está atrasado. O que está sendo discutido agora é uma indenização por danos culturais e ambientais da área. A Copel ofereceu uma cota de R$ 1,1 milhão, mas os índios querem um valor maior, R$ 3,5 milhões.
Em novembro do ano passado, a comunidade indígena ameaçou atear fogo numa das torres de transmissão de energia da Copel caso a negociação não fosse feita. Eles chegaram a acampar por uma semana nas proximidades da torre e só deixaram o local depois que uma reunião no Ministério Público Federal em Londrina com representantes da Copel foi realizada. Naquela ocasião, os índios teriam concordado com o valor proposto mas teriam voltado atrás e exigem uma reformulação no termo de conduta acrescentando também indenização por danos sócios culturais. (F.B.)

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