Comunidade quer negociar com a prefeitura
Os moradores do assentamento do Jardim Marieta mostraram-se surpresos com a decisão judicial. ''Quando nós vimos o homem chegando, até achamos que ele estava trazendo boas notícias para nós'', relata o jardineiro Jair Alves, presidente da associação de moradores, referindo-se à ''visita'' do oficial de Justiça na semana passada.
Morando no local há cinco anos, o jardineiro já construiu inclusive um cômodo de alvenaria no local. ''Não queremos sair daqui. Temos água encanada e energia elétrica aqui, e as famílias não têm pra onde ir'', justifica. Ele se diz disposto a negociar com a prefeitura para que os moradores possam permanecer no local ou seja encontrada uma outra área. ''Tem que ter uma saída, tem que ter'', desespera-se Alves, eleito na semana passada, após os moradores receberem as intimações.
''Posso até sair, mas meia hora depois volto, porque não tenho pra onde ir. Para debaixo da ponte a gente não vai'', revolta-se Ariana do Espírito Santo, 21 anos, que tem dois filhos pequenos. ''Aqui é bom, tem escola, posto de saúde e uma van da assistência social vem buscar meu filho para levar para a escola'', elogia. ''Depois que colocaram água e luz, achei que poderia ficar sem problema'', diz Jair Aparecido Manso, que veio de Curitiba.
Já a dona-de-casa Marciana Rodrigues de Freitas construiu uma casa de alvenaria e afirma não ter condições de recomeçar mais uma vez, se for preciso. ''Minha mãe e meus irmãos construíram aqui para mim e meus três filhos. Se não for aqui, não tenho pra onde ir.'' (A.I.)





