Comunidade quer a reabertura do Posto de Saúde
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terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
A retomada do trabalho após a greve do funcionalismo público municipal trouxe uma surpresa desagradável para os moradores do entorno da Unidade Básica de Saúde do Parque das Indústrias Leves (Zona Leste de Londrina). Ao contrário dos outros postos, as atividades não voltaram ao normal com o fim da paralisação. A alegação da Secretaria Municipal da Saúde é que o número de pacientes atendidos por dia não atinge o mínimo recomendado.
Cerca de 60 moradores e integrantes do Conselho Local de Saúde do Parque das Indústrias Leves reuniram-se com representantes da administração municipal para cobrar a manutenção do atendimento. A decisão, porém, será tomada apenas no final de janeiro.
Com o fechamento definitivo, os cerca de 800 pacientes do bairro estão buscando atendimento na UBS do bairro Água do Lindóia, também na Zona Leste. A preocupação dos moradores é que o posto tenha estrutura para suportar a nova clientela. ''Nosso bairro sempre teve uma demanda baixa. Somos poucos, mas somos uma comunidade que merece o atendimento'', cobrou o presidente da associação de moradores e do conselho local de saúde do bairro, Manoel de Oliveira Silva.
A proposta da comunidade é que a unidade seja reaberta, mesmo com o número de funcionários reduzido. Além da manutenção, os usuários cobram ainda a construção de uma nova sala e um novo banheiro. Antes do fechamento, as consultas com ginecologista eram feitas em espaço improvisado, com a proteção de tapumes. ''Fazemos essa reivindicação há dez anos. Queremos o posto, mesmo que não abra todo dia'', afirmou o integrante do Conselho, Cristovão Ferreira Ramalho.
A secretária municipal de Sa© úde em exercício, Marlene Zucoli, explicou que o prazo de um mês para definição é o necessário para a apresentação dos médicos aprovados no último concurso público. Informouainda que cerca de 20 pacientes são atendidos por dia no local, enquanto o ideal é pelo menos 200.
''Não adianta manter uma equipe grande para uma procura muito baixa. O que mais tem preocupado a comunidade é a perda do vínculo. Mas com o aumento da oferta de serviços no Lindóia eles ficarão mais tranquilos'', declarou Marlene. A secretária, no entanto, afirmou que a perspectiva de fechamento da unidade ''ainda não é definitiva.''


