A comunidade religiosa Baháí do Brasil, com cerca de 55 mil adeptos, está em campanha para impedir o fechamento do Instituto Baháí de Educação Superior, com sede em Teerã, capital do Irã, país onde a religião foi fundada há 154 anos. Em Maringá, os 50 adeptos da religião instalaram estande no câmpus da Universidade Estadual de Maringá (UEM) para recolher assinaturas e enviar o abaixo-assinado à embaixada do Irã em Brasília.
Segundo uma das coordenadoras da comunidade Baháí em Maringá, Neda Fatheazam, a polícia iraniana invadiu 500 residências onde funcionam os cursos do Instituto, que é conhecido como Universidade Aberta, prenderam 60 pessoas, entre elas 30 professores, e alguns deles foram condenados à morte.
A comunidade tem 500 mil adeptos no Irã, 150 mil nos Estados Unidos, dois milhões na Índia e 360 mil nas Filipinas; em todo o mundo, existem seis milhões de pessoas que cultivam a fé Baháí, instalada hoje em 120 mil localidades do planeta, congregando duas mil raças. Cada uma dessas localidades está realizando um tipo diferente de campanha a favor da manutenção da Universidade Aberta.
Neda explicou que a religião Baháí é minoria no Irã. ‘‘Somos a maior minoria religiosa do país. Embora estejamos presentes em órgão consultivo não-governamental da ONU, não somos reconhecidos no Irã. Pelo contrário, somos perseguidos desde a fundação da religião. Muitos dos nossos já foram assassinados’’, contou ela.
A perseguição aos baháís se intensificou há sete anos, quando um decreto do aiatolá Ali Khamenei proibiu os baháís de estudarem em universidades do Irã.
A fé Baháí é uma religião universal independente, que se dedica à promoção de uma civilização mundial caracterizada pela verdadeira fraternidade entre os homens. A principal proposta da religião é a luta pela introdução de novas leis sociais, que atendam a todos, sem distinção de raça, cor ou religião. ‘‘Todos devem ter os mesmos direitos. Defendemos um planeta de um só país’’, disse Neda.Marcos NegriniAssinaturasCampanha
na UEM
recolhe
assinaturas
contra o
fechamento
de um
instituto
de educação
da comunidade
Baháí em
Teerã;
abaixo-assinado será enviado
à embaixada
do Irã
em BrasíliaMarccio W. Varella

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