Comunidade pode decidir destino de módulos policiais
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005
Reportagem Local 
A Prefeitura, por meio da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, vai oferecer à população novos espaços que poderão ser utilizados pelos moradores de quatro bairros da cidade. Trata-se dos módulos policiais que já não são mais utilizados pela Polícia Militar de Londrina.
De acordo com o tenente coronel do 5º Batalhão da Policia Militar (BPM), o comandante Manuel da Cruz Neto, na semana passada foi encaminhado ofício à prefeitura informando os locais desativados pela corporação. ''Os módulos estão alocados em terrenos que pertencem à prefeitura. Como existem pontos que não utilizamos mais, comunicamos a prefeitura para que os locais possam ser utilizados de outra maneira'', disse.
Segundo o comandante, atualmente, a Polícia Militar realiza policiamento efetivo com uma viatura e duas motocicletas em cinco bairros da cidade: conjunto habitacional Parigot de Souza II (região norte); conjunto Lindóia e jardim Califórnia (região leste); jardim Igapó (região sul) e jardim Bandeirantes (região oeste). ''Antigamente eram utilizados os módulos, hoje em dia já não é necessário com o trabalho realizado nos bairros. Por isso não há interesse da PM em continuar com alguns módulos''.
De acordo com a assessoria do 5º BPM, existem oito módulos policias na cidade. Segundo o coronel, quatro deles foram oficialmente desativados a partir do último dia 23. Os módulos estão localizados no jardim Interlagos (região leste); vila Recreio e Casoni (região central) e jardim Santa Rita (oeste). ''Vamos continuar com o trabalho sendo realizado no módulo do centro (em frente ao edifício comercial Júlio Fuganti), no jardim Bandeirantes (região oeste), no Shangri-lá (região central) e o módulo que fica em frente ao Hospital Mater Dei, na esquina da avenida Bandeirantes com rua Souza Naves", disse Neto.
De acordo com o presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos, assim que a companhia receber o ofício do 5º Batalhão da Polícia Militar, será preparada uma reunião com os líderes comunitários dos bairros onde estão localizados os módulos para verificar se a população tem interesse em continuar com o espaço. ''Se a comunidade não tiver interesse, certamente os módulos serão demolidos e então faremos a reconstituição das praças'', disse.


