Comunidade londrinense ora por presos iranianos
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Fernanda Carreira<br>Reportagem Local 
Foi em uma manifestação silenciosa e com profunda devoção que a Comunidade Bahá'í de Londrina realizou, na manhã de ontem, uma reunião de oração em apoio às sete lideranças pertencentes à Fé Bahá'í presas no Irã desde 2007.
De acordo com Cláudio Pinheiro, membro da comunidade, o objetivo da reunião era dar apoio espiritual aos iranianos Fariba Kamalabadi, Jamaloddin Khanjani, Affif Naeimi, Saeid Rezaie, Mahvash Sabet, Behrouz Tavakkoli e Vahid Tizfahm, que teriam sido presos pelo governo islâmico por realizarem trabalhos sociais, como a educação de crianças e jovens e de propagação da fé Bahá'í no Irã.
Segundo Pinheiro, a própria Comunidade Bahá'í Internacional teria iniciado uma Campanha de Mobilização em apoio aos colegas detidos, enviando uma carta ao Poder Judiciário iraniano contra a sentença de 10 anos de prisão das sete lideranças Bahá'í. ''Embora respeitemos as decisões desse país, estamos questionando a falta de provas das acusações que motivaram as prisões e o tratamento dado aos prisioneiros'', argumentou.
Além disso, ele destacou que a carta faz um apelo para que os Bahá'ís sejam tratados com a mesma dignidade que o governo iraniano pede para as minorias muçulmanas em outros países.
De acordo Jerônimo Francisco Neto, outro membro da comunidade, a Bahá'í é a 2 religião mais difundida no mundo, espalhada em cerca de 127.000 localidades do planeta. No Brasil, está presente em todos os Estados, como sede nacional em Brasília.
Segundo ele, a fé Bahá'í possui suas próprias escrituras, leis, ensinamentos e instituições. A religião foi fundada por Bahá'ulláh em 1844 na Pérsia, atual Irã, em 1844. ''O tema central da mensagem de Bahá'u'llah é o conceito de que a humanidade representa uma única raça e que por meio da livre investigação da verdade, cada um deve promover a sua espiritualidade'', explicou Francisco.
''Na Fé Bahá'í não há clero nem ritual, nós todos entendemos que somos filhos do mesmo Deus, então somos iguais perante Ele e devemos fazer sempre o melhor para o outro'', complementou Shiva Majzoob, nascida no Irã e moradora de Londrina há 24 anos. Ela conta que começou a praticar a fé Bahá'í desde pequena, por opção própria. ''Como seres materiais e também espirituais devemos buscar não somente o alimento para o corpo, mas também para o espírito, e é isso que eu encontra na Fé Bahá'í'', justificou.
Serviço:
A sede da Comunidade Bahá'í fica na rua Aminthas de Barros, 119, (próximo ao Zerão)


