A comunidade israelita do Paraná está procurando um novo líder espiritual. Desde o dia 13 de março, a única sinagoga do Estado, a Francisco Frischmann, em Curitiba, está sem o seu rabino.
Com a saída do antigo rabino, Simon Moguelevski, que deixou o cargo e, por motivos familiares, retornou à Argentina, as 1.500 famílias judias do Paraná estão buscando um sucessor, por meio de anúncios classificados publicados nos principais jornais da comunidade no Brasil, Estados Unidos, Uruguai e Argentina. Até agora, nenhum pretendente foi encontrado.
De acordo com o anúncio da colônia israelita, o rabino deverá ser tradicionalista, casado e ter mais de 40 anos. Além disso, deve demonstrar qualificação e experiência. O salário? Bom, o que será pago ao novo rabino depende de uma definição entre a Chevra Kadisha (entidade que mantém a sinagoga e cemitérios israelitas) e o pretendente. Geralmente, além do ganho mensal, o rabino consegue uma ajuda de custo para aluguel e alimentação.
Segundo o presidente da ‘‘Chevra Kadisha’’, Moisés Kulish, os anúncios buscando o futuro rabino foram publicados nas cidades onde existem boas escolas de formação de rabinos (‘‘yeshivᒒ) ou em que a presença da colônia judaica é forte. O rabino Avraham Mahoni, de São Paulo, explica que a procura de rabinos por intermédio de classificados pode ser considerada uma tradição. ‘‘No Brasil, as escolas estão restritas ao Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais’’, comenta.
O presidente da Chevra Kadisha diz que a escolha do rabino deve ficar para a segunda metade deste mês, já que na próxima semana acontece uma festa tradicional do calendário judaico. ‘‘Depois da data, a busca pelo novo rabino pode ser concluída’’, diz Kulish. O presidente da entidade adianta que o rabino escolhido pela colônia paranaense deve manter o espírito do anterior, que pregava a congregação entre os membros da comunidade.

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