Comunidade fica sem acesso a Londrina
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Marian Trigueiros<br> Reportagem Local 
Depois do últimos dias de chuva intensa, a cidade começa a sentir o reflexo e contabilizar os estragos. Além dos destelhamentos, dezenas de árvores caídas, alagamentos e aumento de buracos nas ruas, a situação das estradas rurais também é preocupante. São inúmeros buracos e desabamentos que praticamente impedem a circulação por estes locais.
Na Velha Estrada da Warta, no final do Jardim Paris (região Norte), a chuva forte do último domingo fez que uma parte da estrada fosse rio abaixo. Por debaixo do trecho passa o rio Jacutinga, que subiu vários metros, inundando parte da estrada. Dessa forma, moradores e agricultores da região ficaram sem nenhum acesso à cidade.
Ely Moratz, que produz morangos, comenta que a estrada já tem condições precárias e com o mau tempo, só piorou. Todos que moram aqui na região usam essa estrada diariamente. Os agricultores precisam fazer o escoamento da produção por esse trecho. Com o desmoronamento, há ainda quem se atreva a passar, mas está muito perigoso. O pessoal que abastece a Ceasa precisa passar por aí pelo menos três vezes na semana.
O produtor de verduras Armando Mima disse ainda que com a situação da estrada, os caminhões têm de dar a volta pela cidade de Cambé e pegar a rodovia Carlos João Strass. Não tenho como passar com o caminhão. O percurso aumenta em pelo menos 15 quilômetros. Tem ainda o ônibus escolar que precisa passar pelo local. É um perigo para as crianças, garantiu.
Situação presenciada pela reportagem que, quando esteve no local, viu alguns motoristas darem a volta. Assim como o entregador de materiais de construção, Celso Rodrigues Ferreira. Não vou arriscar passar pela estrada; está muito ruim e o caminhão pesado demais, já que estou transportando pedras. O jeito vai ser dar a volta pela rodovia. Como esse trecho, dezenas de outras propriedades rurais também estavam em situação de calamidade, como no Patrimônio Regina e próximo a Usina Três Bocas.
Para tentar resolver o problema, o diretor de desenvolvimento rural da Secretaria Municipal de Agricultura, Marcos Tersariol, disse que ainda na manhã de hoje, a equipes sairão a campo e colocar as máquinas para funcionar. Iremos fazer um levantamento das áreas mais prejudicadas e dar prioridade a elas. Não tínhamos muito o que fazer antes, devido a chuva que não parava.
Segundo ele, o município possui cerca de mil quilômetros de estradas rurais e apenas quatro máquinas para fazer a manutenção. Uma empresa que venceu licitação já está em processo de contratação e deve começar a operar no final do mês.
Prejuízos
Os estragos provocados pela chuva já aumentaram em cerca de R$ 5 milhões, segundo informações do secretário de Obras, Nelson Brandão. Só para a reformas das escolas destelhadas deverão ser investidos R$ 650 mil. No início estavam previstos R$ 19 milhões para o recape total dos jardins Bandeirantes e Orion (Zona Oeste) e da Avenida Arthur Thomas.
Ele reforçou que os principais problemas foram mesmo as casas e canchas de esporte interditadas. Está prevista ainda uma reunião com as empresas de construção civil para que ajudem o Município, principalmente na operação tapa-buracos, anunciou Brandão. (Colaborou Mariana Guerin)


