Comunidade festeja classificação
Paulo WolfgangValdir Bernardi Zerbinati, coordenador de colegiado de Engenharia Civil: Para lavar a almaEssa notícia foi a redenção, serviu para lavar a alma. Assim definiu o coordenador do colegiado de curso de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Valdir Bernardi Zerbinati, sobre a nota máxima - um triplo A - que o curso conseguiu no Provão do MEC este ano.
Pelo terceiro ano partipando do provão, a Engenharia da UEL passou por uma experiência traumática em 1996, quando ficou com uma nota D no item da avaliação dos alunos. No ano passado, a nota do mesmo item subiu para B e, este ano, nota A, o que colocou o curso entre os melhores do Brasil.
SEgundo Valdir Zerbinati, no Provão de 1996 65% dos alunos de Engenharia da UEL que participaram do concurso entregaram a prova em branco, atendendo manifesto convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), que não concordava com os critérios de avaliação adotados pelo MEC.
Na soma geral das provas dos estudantes o resultado acabou ficando em D. Os nossos alunos aderiram ao boicote, apesar do trabalho que a gente fez esclarecendo sobre a importância de comparecer às provas, lembrou Zerbinati.
O coordenador da Engenharia destaca que nos outros itens avaliados - titulação e jornada dos professores -, o conceito obtido foi A, tanto em 96, quanto em 97 e 98. Em 97, somente um aluno entregou a prova em branco. E em 98 tivemos essa surpresa agradável, observa.
Hoje, o curso de Engenharia conta com aproximadamente 250 alunos. São 58 professores, mais de 50% deles com título de doutor ou de mestre. Para o coordenador de curso, o resultado positivo conquistado este ano foi possível graças ao corpo docente, que além de qualificado apresenta grande experiência profissional; e também à formação da grade curricular. E como o curso é integral, o aluno tem um envolvimento bastante forte, observa.
Além da Engenharia Civil, os cursos de Jornalismo, Letras e Medicina Veterinária também conseguiram atingir a nota máxima no Provão. Este resultado foi um presente de aniversário. O curso está completando 40 anos, comenta Esther Gomes de Oliveira, diretora do Centro de Ciências Humanas (CCH) e professora do Departamento de Letras Vernáculas e Clássicas do curso de Letras, que este ano participou pela primeira vez do Provão.
Para ela, o bom resultao no Provão reflete a preocupação do curso em qualificar não só professores mas também o aluno em fase de formação. Todo ano, por exemplo, os estudantes participam de no mínimo dois congressos na área, sem contar os cursos ou simpósios realizados na própria UEL. E, no Provão, a participação dos alunos foi de 100%.
Hoje, o curso conta com aproximadamente 600 alunos de graduação e 80% dos cerca de 50 professores de Língua Portuguesa ou Literatura têm título de mestre ou doutor. Todos ficaram contentíssimos com o resultado. Agora a responsabilidade aumentou. Porque temos que manter o bom desempenho nos outros anos, lembrou a professora.
Também participando pela primeira vez do Provão do MEC, o Jornalismo da UEL acabou ficando entre os cinco melhores do Brasil em 84 cursos avaliados. Somente a estadual e a federal do Rio de Janeiro, a Universidade de Brasília (UnB) e a federal de Santa Maria conseguiram desempenho igual ao da UEL. Esse resultado é um incentivo muito grande e, na minha opinião, reflete um trabalho que tem sido desenvolvido ao longo de vários anos, diz a professora Neusa Maria Amaral, coordenadora de colegiado.
Para ela, o investimento na prática profissional, com a capacitação de professores e a adequação de programas e laboratórios (como os de rádio e telejornalismo), tem sido importante para melhorar a qualidade do ensino a cada ano. No total, o curso de Jornalismo tem matriculados 157 alunos para 32 professores - mais de 50% com títulos de mestrado ou doutorado.
Este ano foi o segundo consecutivo que o curso de Medicina Veterinária obtém o triplo A. Esse ano a avaliação foi mais criteriosa, com a participação de professores da USP (Universidade de São Paulo) que vieram para avaliar as condições físicas e checar as informações do colegiado, aponta Ernst Muller, diretor do Centro de Ciências Agrárias.
No total, são aproximadamente 400 estudantes de Veterinária da UEL e quase 90 professores, mais de 90% deles pós-graduados. A coordenadora do colegiado de curso de Medicina Veterinária, Nilva Maria Freres Mascarenhas, aponta que a intensa participação dos alunos em atividades extra-classe é dos grandes diferenciais em Londrina. Os alunos entram em contato com o atendimento emergencial já nos primeiros anos do curso. Portanto eles se sentem estimulados desde o início, afirma. (L.H.)





