Comunidade fecha rua do Novo Amparo
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de novembro de 2001
Emerson Dias<br>De Londrina 
A morte do auxilar de serviços gerais Durcelino Rodrigues, 54 anos, vítima de um atropelamento sem prestação de socorro, mobilizou a comunidade do Jardim Novo Amparo, região leste de Londrina. Ontem, moradores do bairro bloquearam a Rua Angelina Vezozzo, onde ocorreu o acidente, queimando pneus e troncos sobre a ponte do Rio Quati.
O acidente aconteceu na noite de anteontem. Segundo testemunhas, Rodrigues voltava de bicicleta do trabalho (é funcionário da Central de Abastecimento/Ceasa) pela lateral da pista, quando foi atropelado por uma Caravan branca. O motorista do carro não parou para atender a vítima, que não suportou os ferimentos e morreu no local. ''É revoltante a situação desse trecho. Minha esposa (Silvana) foi atropelada e escapou por um milagre. Agora perco meu pai'', lamentou o filho de Durcelino, Roberto Martins Rodrigues, 23 anos.
Até o início da noite de ontem, cerca de 20 manifestantes continuavam interditando a pista, protestando também contra a falta de limpeza, iluminação, sinalização e, principalmente, contra a ausência de acostamentos na rua. Aliado ao desnível no trecho construído no vale do Quati, que dificulta a visibilidade dos motoristas, o trânsito de pedestres e ciclistas sobre a pista facilita a ocorrência de acidentes. ''Vamos acabar com o protesto somente depois que a prefeitura resolver o problema'', disse a dona de casa Fátima Conceição Inocência, 49 anos.
Segundo o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, a tentativa de negociação prevista para ontem não teve sucesso. ''Enviamos uma equipe até lá para conversar, mas os ânimos estavam bastante exaltados. Temos um projeto pronto, mas precisamos de recursos'', comentou Sella. Até o final da tarde de ontem, policiais militares mantiveram um desvio montado duas quadras antes do bloqueio.


