Comunidade escolhe hoje novo reitor da UEL
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quarta-feira, 10 de maio de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Alunos, professores e funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) votam hoje para escolher o novo reitor da maior instituição pública de ensino superior do interior do Paraná. A disputa do segundo turno coloca frente-a-frente o veterinário Wilmar Sachetin Marçal, candidato da oposição, e o biólogo Moacyr Euripedes Medri, que tem o apoio do grupo que está no poder. Mais de 22 mil eleitores estão aptos a participar do pleito.
A votação será realizada das 6 às 23 horas. Cada eleitor deve votar, preferencialmente, no centro onde está lotado. A organização está envolvendo 250 voluntários de forma direta. O trabalho inclui desde a entrega das urnas até a distribuição de lanches para quem vai trabalhar na eleição.
Na tarde de ontem, os voluntários receberam as credenciais e treinamento diferenciado para mesários, fiscais e escrutinadores. A expectativa da comissão eleitoral é terminar a apuração até as 2h30 de sexta-feira. A previsão de comparecimento, segundo a presidente da comissão eleitoral, Maria Rosa Abelin, é de 80% entre professores e funcionários e 30% entre os estudantes. A falta de envolvimento é uma questão cultural. Não acredito em falta de consciência dos estudantes, mas atribuo isso a uma falta de divulgação da eleição na universidade, avaliou. Para votar, é necessário apresentar um documento de identidade com foto.
Professor do curso de veterinária, Wilmar Marçal foi o mais votado entre os cinco candidatos no primeiro turno, com 36,06% da votação paritária. A principal proposta dele é fazer com que a UEL volte a trilhar o caminho da vocação acadêmica. Queremos resgatar o papel da universidade junto à sociedade. As entidades organizadas cobram, dizendo que a instituição ficou distante. Isso é o que acontece quando o regime é partidário, alfinetou. Outras metas são a reposição imediata de professores e funcionários, com o intuito de reduzir o número de docentes temporários. Me considero mais preparado porque não tenho nenhum grupo partidário financiando a minha campanha e o meu adversário tem feito uso da máquina na campanha, disse o professor, que está na instituição há 18 anos.
Com 26 anos como professor do Departamento de Biologia, Moacyr Medri, 55, teve 32,23% dos votos no primeiro turno. Para ultrapassar o adversário, o candidato da situação aposta no projeto político-pedagógico-institucional (PPPI), considerado a base de sua plataforma eleitoral. Trata-se, segundo ele, a indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão.
Com o projeto, o aluno não sai da universidade apenas com o conhecimento teórico, mas também tem a pesquisa nos laboratórios e já pode interagir com o primeiro emprego, através de convênios com a iniciativa privada, esclareceu. Outros desafios elencados por Medri são as construções de um centro de eventos, casa de cultura e de um prédio para tranferir as aulas de odontologia que hoje são no Centro da cidade. Temos um memorial de vida docente e a certeza que o nosso é o melhor projeto para a UEL, acrescentou.
As denúncias encaminhadas pela chapa de oposição sobre um suposto uso da máquina administrativa motivaram a comissão eleitoral a reforçar a vigilância, salientou Maria Rosa Abelin.


