Londrina – Cinco casos de arrombamentos e de furtos nos últimos quatro meses na Escola Municipal Carlos Kraemer, na Vila Casoni, na área central de Londrina, motivaram a realização de uma passeata pela paz. Pais, alunos e professores percorreram ontem as ruas do bairro e pediram mais segurança para que as 550 crianças, do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, possam aprender com tranquilidade. Temas como a preservação da estrutura da escola, a importância da educação e o respeito ao próximo foram trabalhados com os alunos no dia a dia. Na aula prática, os cartazes elaborados pelos estudantes foram levados às ruas durante a passeata.
Segundo a diretora Suelam Rodrigues Petrini, a escola, que completou 44 anos neste mês, tem apenas duas reivindicações: vigilância 24 horas e reforma do imóvel. Um dos blocos construído em madeira passou por pequenas adequações nos últimos meses, mas a infestação de cupins continua presente na estrutura. "Nós aproveitamos toda essa mobilização para unir e estreitar os laços entre a comunidade e a escola. Ela sempre foi referência no município. Trabalhamos com os alunos o amor e o respeito e hoje todos nós pedimos paz para trabalhar, ensinar e aprender", afirmou.
Em um dos furtos registrados neste ano, ladrões levaram medidores de energia elétrica e toda a fiação do imóvel. As aulas foram suspensas por quatro dias. Durante a passeata, o grupo percorreu as ruas do bairro e coletou assinaturas dos moradores. "Vamos levar esse abaixo-assinado à Secretaria Municipal de Educação para que esses pedidos sejam atendidos. Nós realmente precisamos de ajuda", destacou a presidente do Conselho Escolar, Sandra Chanam. Até o final da manhã, mais de 100 pessoas haviam assinado o documento.
Para a professora Adriane Gouveia, que trabalha há 21 anos na Carlos Kraemer, a mobilização ajudou a resgatar a esperança da comunidade na escola e a luta por melhorias. "As crianças e os pais estavam desacreditados, sem perspectiva de mudança e isso influencia em tudo, inclusive no aprendizado das crianças que precisam de um ambiente adequado e tranquilo para aprender", lembrou. A aluna Carla da Costa, de 11 anos, estava animada com a manifestação. "É legal fazer isso para ajudar a escola. A gente já perdeu algumas coisas porque o pessoal entra aqui e rouba. Todo mundo tem que ajudar", disse a estudante. "Os pais também estão participando dessa luta. A escola está abandonada. A estrutura é precária, tem problemas com cupim. Se fossem levar a legislação atual a sério, essa escola deveria estar interditada há muito tempo", comentou o eletrotécnico Peterson Carvalho, pai de um aluno do 2º ano.
A assessoria da Secretaria Municipal de Educação informou que, desde a última ocorrência de furto registrada nas últimas semanas, um posto de vigilância 24 horas atua na escola para garantir a segurança dos alunos. No entanto, a necessidade de manutenção do vigilante no local será estudada pela secretaria, já que outras escolas também solicitam o serviço. Quanto a reconstrução de um novo bloco de salas de aulas em alvenaria, a assessoria informou que o projeto está em fase de aprovação na Secretaria Municipal de Obras e a reconstrução do espaço será feita com recursos do governo federal. Os detalhes do projeto e o montante a ser investido não foram revelados.

Confira imagens:

mockup