Comunidade do Ouro Branco pede segurança
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sábado, 17 de fevereiro de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
A população do Jardim Ouro Branco (Zona Sul de Londrina) está cansada de tanta violência. Para os moradores, a falta de policiamento na região tem causado assaltos constantes e o comércio ameaça fechar as portas. Duas lojas devem encerrar as atividades nos próximos dias, desempregando pelo menos cinco pessoas.
Para pedir mais segurança para o bairro, uma carreata formada por comerciantes e moradores partiu às 7h30 do Centro Comunitário do Ouro Branco em direção ao 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM), para uma reunião com o comando da Zona Sul. A reclamação geral foi o fim do Projeto Povo nas ruas.
''Se não tem viatura, nem moto, por que os policiais não fazem a ronda a pé? Nós andamos pelo bairro a pé'', questionou Sonia Catarina França, dona de uma farmácia no Ouro Branco. Ela já sofreu três assaltos em menos de um mês e não acredita que o simples registro da ocorrência na polícia seja suficiente para resolver o problema. ''A gente trabalha com a comunidade e vê que tá todo mundo com medo.''
Os sócios Luiz Gustavo Cardoso e Rogério Barbosa Ferreira são donos de uma lan house no bairro e já foram assaltados à mão armada duas vezes. No final do ano passado, os ladrões levaram uma moto e dinheiro. Em janeiro deste ano, levaram outra moto e os documentos e um celular.
''Depois que eles nos roubaram eu os vi jogando sinuca num bar. Até chamei a polícia, mas os policiais anotaram o endereço errado e não conseguiram dar o flagrante'', contou Cardoso. Ferreira estava mais indignado. ''Prefiro matar um desses do que deixar a minha família ser humilhada'', desabafou.
Segundo o tenente Marcelo Westley, que comanda o efetivo da PM nas zonas Sul e Oeste, o Projeto Povo não foi abolido na região. ''As motos e o policiamento a pé continuam, já a viatura envolveu-se num acidente e estamos apenas aguardando a liberação para mandá-la para o conserto'', disse Westley.
Segundo o major Fabio Luiz Rincoski, o trabalho com motos e a pé será intensificado nos próximos dias nas áreas comercial e residencial para atender a demanda dos habitantes. ''A ronda a pé tem sido feita, mas muitas vezes os policiais não são notados pela população enquanto fazem o trabalho'', justificou.
Ainda de acordo com Rincoski, as rondas terão horários alternados durante o dia, ''para jogarmos com o improviso'', assinalou. Conforme o major, as abordagens no setor sul serão feitas pelo pelotão de choque. ''Os policiais irão abordar indivíduos que estiverem perambulando de forma suspeita e revistá-los para verificar armas escondidas nas vestes.''


