Voltar a sair mais cedo do colégio para garantir a segurança dos alunos do período noturno nas escolas estaduais da região norte. Esta é uma das propostas tiradas durante a reunião com representantes da Associação de Pais e Mestres (APM), Polícia Militar (PM), e conselhos Escolar, Tutelar e de Segurança da Região Norte, realizada no colégio Adélia Dionísio Barbosa, ontem pela manhã. A proposta de uma reunião para discutir com representantes do Núcleo Regional de Ensino (NRE) a possibilidade de mudança será encaminhada ao Ministério Público (MP) ainda esta semana. Ontem o Núcleo não enviou representante na reunião.
Até o mês passado, alunos da escola vinham saindo às 22h50 justamente por causa do risco. No início do mês, eles foram avisados que teriam de sair às 23h10, para atender à carga-horária estabelecida pela Secretaria de Estado de Educação (Seed). Por causa da mudança, eles iniciaram uma greve: embora continuem comparecendo à escola, as turmas do período noturno estão deixando de assistir às aulas.
Relatos da diretora geral da escola, Cileide Teixeira da Silva Polli, indicam que os estudantes estavam sofrendo assaltos e até estupros na saída das aulas. ''O problema era que a Patrulha Escolar só fazia a segurança até as 23 horas e os alunos ficavam expostos aos perigos.''
Para amenizar o problema, desde a última sexta-feira, a Patrulha Escolar faz rondas até às 23h30. Uma única viatura é responsável pelo atendimento de três setores, onde estão localizados quatro colégios. ''O problema maior é na saída. Todos os colégios querem que a viatura esteja na porta'', comenta o 3º Sargento do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Paulo Sérgio Queiroz de Aguilar. A solicitação de mais uma viatura também será encaminhada ao Batalhão.
Os representantes vão pedir à prefeitura melhor iluminação e a roçagem do mato em terrenos próximos à escola. Palestras com orientações também serão repassadas aos alunos. Entre elas, andar em grupos, evitar lugares isolados e denunciar suspeitos próximos às escolas.

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