A mudança da 2ª Companhia da Polícia Militar do Centro Social Urbano (CSU) para o quartel não agradou moradores das vilas Recreio, Portuguesa e Parque Bom Retiro (zona central da cidade). Segundo os moradores, a região sempre foi alvo da ação de marginais e a sede da companhia no local dava ‘‘sensação’’ de segurança.
Segundo a administradora do CSU, Fátima Vidotti Resende, pessoas que trabalham no local e também as que residem perto estão ‘‘desesperadas’’. ‘‘A presença dos policiais era uma segurança para gente. Aqui funciona um Núcleo de Convivência para Crianças e Adolescentes, uma creche, um posto de saúde. Estamos nos sentindo abandonados’’, disse.
Fátima Resende explicou que, quando ficou sabendo da mudança, entrou em contato com o comandante do 5º BPM, pedindo a permanência de pelo menos um módulo policial no local. ‘‘Oferecemos até o espaço. A única resposta que tivemos foi que era para fazer um pedido por escrito.’’
A coordenadora da creche, Regina Maria da Silva, lembra que a segurança do local melhorou com a presença dos policiais. ‘‘Eu não tenho certeza, mas acho que a companhia estava aqui há mais de oito anos. E só a presença deles já inibia a ação de vândalos e marginais.’’
A dona de casa Viviane Michele Evers, 22 anos, vizinha do CSU, também reclama da mudança. ‘‘Com os policiais a região já era perigosa. Agora, coitados de nós’’, disse. Para ela, o ato foi um descaso com a comunidade. ‘‘Aqui é uma grande área de lazer, mas está cheio de mocós, gente vem usar e vender drogas.’’ Para o aposentado José Aparecido Bertoni, 55 anos, uma área grande como o CSU, com má iluminação, é favorável à vândalos e bandidos.
Sueli Palosson, 35 anos, dona de casa, concorda com os vizinhos e acha que a situação de insegurança só vai piorar. ‘‘Aqui vive cheio de traficante, cheirador de cola. Agora mesmo tem uns assentados ali, vivendo onde era o campo de bocha. Que segurança temos nós, com nossos filhos aqui?’’
Segundo o tenente-coronel Robenson Máximo Fim, a manutenção de um módulo policial no local está descartada no momento. ‘‘Mas o policiamento continua o mesmo ou até mais frequente que anteriormente’’, afirmou. (T.E.)

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