Cerca de 50 professores, funcionários e alunos da Escola Estadual Adélia Dionísio Barbosa, no Conjunto Parigot de Souza, zona norte de Londrina, refutam as acusações contra o diretor do estabelecimento, Edno Mariano dos Santos. Ex-funcionários entraram com ações na Justiça comum denunciando o diretor por racismo, maus tratos e perseguição. A comunidade escolar garante que as denúncias são infundadas.
Indignados com as denúncias, professores e funcionários disseram à Folha que Edno dos Santos é autoritário mas nunca usa de agressividade ou ofensas para fazer valer suas determinações. ‘‘Não fosse sua dedicação e empenho, esta escola não teria a qualidade de ensino que tem hoje’’, afirma a professora Maria Cristina Pereira, que leciona há três anos na escola.
Santos é considerado um excelente administrador e é responsável pelas melhorias de estrutura física e de condições de ensino - equipamentos, limpeza e organização ocorridas na escola nos últimos anos. ‘‘Só quem conheceu a escola antes sabe dos avanços que o trabalho do diretor garantiram’’, diz Termina Gonçalves picolato, diretora auxiliar.
A presidente da Associação de Pais e Mestres (APM), Cleide Cleto, afirma que a associação participa ativamente do controle da merenda escolar e considera ‘‘um absurdo’’ a denúncia de irregularidade contra o diretor. ‘‘Não há desvio’’, atesta. Para o grupo que defende o diretor, o fato do quadro de funcionários e professores contar com vários profissionais negros ‘‘é prova suficiente de que ele não é racista’’.
O professor Laércio de Lima diz que, se as denúncias fossem verdadeiras, a comunidade escolar teria tomado providências. ‘‘Não seríamos coniventes com este tipo de atitude’’, afirmou. A escola tem cerca de 50 professores e 1.800 alunos.

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