O comando de greve da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) realizou ontem à noite o enterro simbólico da instituição, em um protesto realizado em frente à reitoria, no campus de Cascavel. Vestidos com roupas pretas, carregando velas e cruzes simbolizando os cursos, os professores e funcionários da universidade utilizaram o ato para protestar contra a falta de infra-estrutura dos cinco campi da Unioeste.

A professora Maria Lúcia Frizon Rizzotto, do comando de greve, afirmou que durante o período de greve acontecerão várias manifestações com o objetivo de chamar a atenção da população e das autoridades para o ''calvário vivido pela Unioeste''. Para hoje, estão programadas algumas atividades culturais e reuniões para discussão do andamento da greve em todo Estado e na própria instituição.

Ainda ontem, a comissão de ética da greve definiu quais atividades poderão funcionar durante a paralisação. Terão continuidade eventos previamente marcados e divulgados, procedimentos médicos e odontológicos iniciados, licitações dos projetos Paraná Tecnologia e Fundação Araucária, cursos de Mestrado em fase de ajuste técnico e alguns outros.

Enquanto o comando de greve protesta no campus, os alunos do curso de Medicina foram para o centro de Cascavel pedir o apoio da população na luta por recursos para a instituição. Os acadêmicos exibiram faixas e prestarem atendimento no calçadão da avenida Brasil na tentativa de demonstrarem a importância do curso para a comunidade.

Para hoje o Diretório Central dos Estudantes (DCE) prepara uma panfletagem nos terminais de transbordo. Além disso, o diretório está realizando um abaixo-assinado que será enviado ao governo do Estado solicitando recursos de R$ 104 milhões para o orçamento de 2002 da universidade.

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