Pesquisa realizada na Universidade Estadual de Londrina (UEL) aponta que comunidade interna aprova implantação do plano de segurança proposto pela administração da instituição. De 405 pessoas ouvidas aleatoriamente, entre docentes, funcionários e estudantes (135 de cada categoria), 62% aprovam a implantação das ações de segurança. A proposta de construção de pilaretes em torno da UEL, um dos pontos mais polêmicos desde a divulgação do plano, há um ano, foi apontada com o maior índice de rejeição (32,10%).
A sondagem foi realizada gratuitamente pela Alvorada Pesquisas. Os entrevistados foram ouvidos de 3 a 9 de julho. A margem de erro é de 4,8%.
Ontem, em entrevista coletiva, o reitor da UEL, Wilmar Marçal, informou que diante dos resultados a reitoria deve dar andamento na aprovação da primeira etapa do plano, que prevê obras na lateral da universidade que faz vizinhança com os bairros da Região Oeste de Londrina. ''Erroneamente as pessoas falam da construção de um muro e sempre foi proposto a construção de pilaretes, que são ecologicamente corretos, e permitem a ventilação. Também já realizamos reuniões com lideranças dos bairros do entorno e a maioria concorda com o plano, pois trará mais segurança para os próprios bairros.''
Inicialmente serão colocados os pilaretes - semelhantes aos que cercam o autódromo de Londrina - na lateral que dá acesso aos bairros da Zona Oeste, além do asfaltamento da estrada de terra e colocação de uma guarita. Só em materiais esta etapa está orçada em R$ 265 mil e o início das obras ainda depende da aprovação do Conselho de Administração (CA), que se reúne na próxima quarta-feira. Os pilaretes que serão colocados já estão sendo produzidos pelas equipes da prefeitura do campus.
O plano de segurança da UEL está orçado em R$ 1,8 milhão e, segundo o reitor, deverá ser executado em etapas durante os próximos anos de sua administração. Marçal assegurou que não pretende utilizar recursos disponibilizados para o custeio e manutenção da universidade, mas conseguir a verba através de projetos do Governo Federal, fundos da educação e até com a iniciativa privada.
''Além do cercamento, também serão construídas mais guaritas, melhorada a iluminação, instalados equipamentos capazes de ler as placas dos veículos sem que eles tenham que parar na entrada, além do cadastro de todos os veículos e pessoas, assim como é feito na USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade de Campinas).'' O reitor destacou que o acesso ao campus não será restrito a qualquer pessoa, apenas será realizado um registro de quem entrou e saiu da instituição.
Em relação ao cercamento, o projeto prevê também a colocação de alambrado na área frontal. Somente esta instalação, segundo o prefeito do campus, Walter Germanovix, deve custar R$ 900 mil. Também será necessário contratar mais vigias, o que o reitor, conforme assegurou na entrevista, deve pleitear junto ao Governo do Estado. ''Pretendo, através de uma planilha que realizamos, sensibilizar o governador e mostrar que a contratação de mais vigias sai mais barato que as horas extras que precisamos pagar para a equipe que temos atualmente.'' A reunião entre o reitor e o governador ainda não foi agendada.
A pesquisa completa, assim como o plano de segurança da UEL na íntegra, estão disponíveis na página da instituição na internet: www.uel.br.

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