A Colônia Esperança foi fundada em 1935 pelo missionário leigo e imigrante japonês Koshiro Suzuki, quando o Norte do Paraná ainda era totalmente coberto por mata nativa. Ele soube da fama da terra por intermédio do padre de origem alemã, Emílio Kruger, missionário da Companhia de Jesus.
O objetivo de Suzuki era reunir os imigrantes japoneses católicos em apenas uma comunidade, fugindo de uma epidemia de malária que matou dezenas de conterrâneos no interior de São Paulo.
Koshiro não tinha dinheiro para comprar os mil alqueires de terra junto à Companhia de Colonização Norte do Paraná. O negócio foi intermediado pelo agenciador Hikoma Udihaka. A companhia propôs que, se ajudasse nas vendas, ele ganharia um alqueire a cada 100 alqueires vendidos. A área foi totalmente comercializada e ele conseguiu 10 alqueires, que foram doados para a construção da igreja e de outras obras de interesse da comunidade.
Suzuki se baseou em três palavras de origem japonesa para dar nome ao local: chian (fé), ai (amor) e shokominti (esperança). Ele explicou, na época, que a junção de fé e amor se transforma em esperança, daí o nome da colônia. Suzuki morreu em 1993.
A celebração da primeira missa na Colônia Esperança aconteceu no dia 13 de setembro de 1936 em um templo improvisado e coberto com folhas de palmito. A primeira igreja de madeira foi construída em 1937 e o novo templo, em alvenaria, na primeira metade da década de 1950. Neste período, o prédio foi pintado apenas uma vez, segundo padre Lino Batista de Oliveira.
No começo, a Colônia Esperança foi dividida em pequenos lotes entre 5 a 15 alqueires, reunindo centenas de famílias. A geada de 1975, que devastou o Norte do Paraná, causou o esvaziamento também na colônia. Os pequenos lotes se transformaram em propriedades maiores, hoje ocupados por poucas famílias.
Um dos remanescentes é o produtor Miguel Makiyama, que chegou à colônia quando tinha apenas três anos de idade. Ele guarda em sua casa uma série de objetos que lembram aquela época. Na parede da sala, em lugar de destaque, há um quadro com uma mensagem enviada pelo papa Pio XII, em 1954, ao pai dele, Paulo Makiyama, por ter ajudado na construção da igreja. (E.A.)

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