Comunidade cobra reforma de UBS
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quarta-feira, 09 de abril de 2014
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Cambé - A placa fixada na entrada da Unidade Básica de Saúde (UBS) João Afonso dos Santos, no Jardim Santo Amaro, em Cambé (Região Metropolitana de Londrina), marca o início da reforma em setembro de 2013. Porém, até agora a população não viu sequer um funcionário trabalhando no local.
Essa tem sido uma polêmica entre os usuários da rede municipal de saúde, que temem a não conclusão no prazo determinado, em setembro deste ano. "Passo aqui todos os dias e não vejo ninguém tirar um prego do lugar. Acho que não vai ser entregue na data e o problema é que, para atendimento odontológico, eu preciso ir até outro posto, muito mais longe", reclama a dona de casa Ana Aparecida Capatto.
Moradora do Santo Amaro há 40 anos, Lourdes Menezes da Silva ainda teme a presença de usuários de drogas. "Esse lugar está abandonado e logo vai ser mal frequentado", diz. A mesma preocupação é compartilhada por Aparecido Martins Lessa, vizinho da UBS. "É um posto antigo, com bastante espaço, mas que até agora não sofreu nenhuma mudança. Ele só foi fechado e, se nada for feito logo, vai virar mocó", comenta.
Estrutura
Apesar da interdição, os usuários não ficaram sem atendimento. A poucos metros dali, na Rua Alvarenga Peixoto, no Parque Manella, a Secretaria Municipal de Saúde improvisou, desde novembro, um imóvel para consultas e vacinas.
O espaço, adaptado com dois consultórios, sala de recepção com ar-condicionado e até arquivo, recebe cerca de 200 pessoas por dia, segundo a supervisora da Unidade, Maria Aparecida Mastine.
Os usuários contam com três clínicos gerais, um ginecologista duas vezes por semana e uma equipe de enfermeiros, mas as consultas com pediatras e dentistas estão sendo remanejadas para as unidades dos jardins São Paulo, Silvino e Bandeirantes.
"É a primeira vez que venho após a mudança e vejo que está bem cheio. Dá para ver que não tem a estrutura de um posto de saúde. Será que vai demorar para reabrir a do Santo Amaro?", indaga a diarista Elizabete Gomes da Silva.


