Londrina - Os moradores do Jardim Franciscato estão em uma região com vista privilegiada, com belos morros e vales, no entanto o lado positivo acaba aí. A comunidade cobra melhorias na infraestrutura. As ruas são escuras, já que os poucos postes de iluminação existentes estão com lâmpadas quebradas ou queimadas. As galerias pluviais ficam constantemente entupidas com pedras, cobertores, garrafas plásticas e outros detritos, demonstrando que muitos moradores também não colaboram. O esgoto extravasa pelos poços de vistoria do bairro, espalha-se pela rua e atinge o Córrego Cristal.
Tudo isso sem mencionar os problemas de pavimentação. Um simples serviço de tapa-buracos não é suficiente para amenizar a situação porque a base e a sub-base da pista ficaram todas comprometidas e tornaram as ruas intransitáveis, com buracos enormes e as placas de asfalto se soltando facilmente.
Na Rua Pedro Pereira da Silva a auxiliar de serviços gerais Aparecida Ribeiro, de 43 anos, reclamou que há pelo menos seis meses os buracos na rua são um transtorno. "Têm idosos que caem nesses buracos quando vão para a igreja. Não é fácil viver desse jeito", criticou. Segundo ela, alguns moradores chagam até a despejar entulhos de construção civil para tapar os buracos.
O metalúrgico Luiz Aparecido Pinheiro, de 38, observou que são justamente esses entulhos que acabam entupindo as galerias pluviais. "Quando chove, a água acaba carregando todos esses materiais para as bocas de lobo", destacou. Isso faz com que a situação piore. Os buracos abrem de novo e a água que não vai para as galerias acaba passando por cima do asfalto e estraga a pista mais ainda. "Se adoecer alguém no bairro, só por Deus para poder sair daqui com esse asfalto", afirmou.

Iluminação
Nos poços de visita da Sanepar e das galerias pluviais da prefeitura, muitos estão sem tampa. Em dias de chuva forte o esgoto extravasa por esses locais e acaba atingindo o Córrego Cristal. Diante da casa do reciclador José Donizetti dos Santos, de 56, o esgoto não parava de jorrar depois da chuva do último domingo. "O pessoal da Sanepar veio aqui e desentupiu tudo, mas um dia depois estava tudo entupido de novo", reclamou.
Segundo a Sanepar, isso acontece devido às ligações clandestinas de galerias pluviais domésticas à rede de esgoto e ao vandalismo, que faz com que as pessoas joguem lixo na rede de esgoto. "Temos o planejamento preventivo, de lavagem de rede para diminuir os entupimentos e fomos no Jardim Franciscato recentemente", afirmou Sérgio Ricardo Pieralisi Sambatti, gerente da regional em exercício da Unidade regional Londrina-Cambé, que destacou que a fiscalização de ligações clandestinas também tem sido realizada frequentemente.
Já a equipe secretaria municipal de Obras afirmou que irá vistoriar as galerias pluviais entupidas e as ruas esburacadas no máximo até a próxima semana para avaliar o que pode ser feito. "Nós trabalhamos baseados no que chega até a gente. As pessoas precisam ligar no telefone 3372-4181 para fazer a reclamação", destacou a secretária interina Celina Ota.
O mau cheiro também tem sido um problema. Segundo denúncia da comunidade, o esgoto é lançado no Córrego Cristal pelos moradores do Residencial Cristal, vizinha ao Franciscato. Segundo Sambatti, o Residencial Cristal, assim como imóveis do Jardim Maravilha, estão ligados à rede coletora de esgoto.
A escuridão também é uma reclamação recorrente. "Aqui fica um breu. Não dá para ver nada e com isso aumenta o perigo de assaltos no bairro", salientou a doméstica Angelita da Cruz Ferreira, de 30. A assessoria de comunicação da Copel afirmou que fará uma vistoria no local e que em casos de reclamações as pessoas devem ligar no telefone 0800-5100116. Caso as lâmpadas sejam de postes rebaixados, ornamentais ou fora do padrão adotado pela Copel, o número a ser ligado é 3342-4458, com a gerência de iluminação da prefeitura.

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