A comunidade do bairro Nações II, no município de Fazenda Rio Grande, espera para esta semana as providências prometidas pelo governo para diminuir a violência na região, que vem causando sérios problemas à Escola Estadual Anita Canet. A escola sofreu três invasões de vândalos só na semana passada e chegou a suspender as aulas por um dia. O diretor geral em exercício da Secretaria Estadual da Educação, Laureni Teixeira, disse que mandou ontem ofícios para a Fundepar e a Polícia Militar, pedindo medidas para aumentar a segurança.
Desde o começo do ano, a escola já foi invadida quatro vezes. A professora Helena Camargo Bittencourt da Silva diz que, além disso, são frequentes as brigas provocadas por gangues, dentro e fora da escola. ‘‘Elementos estranhos esperam os alunos para agredi-los na saída e não há policiamento’’, afirmou.
A violência chegou ao auge na semana passada. As três invasões, durante a madrugada, resultaram em arrrombamento de portas, destruição de papéis e roubo de pequenos objetos. Na quarta-feira, assustados, professores e pais de alunos decidiram paralisar as aulas.
Na sexta-feira, uma comissão de representantes da comunidade foi recebida na Secretaria da Educação pelo diretor geral em exercício. Ontem ele informou que pediu à Fundepar a construção de muro nos fundos da escola e a iluminação do pátio. Teixeira também enviou ofício ao comando do 17º Batalhão da Polícia Militar, com sede em São José dos Pinhais, pedindo que a Patrulha Escolar atenda a Escola Anita Canet com uma viatura.
Ele também informou que vai mudar o guardião da escola. O atual guardião é um policial militar que mora de graça com a família numa casa no pátio da escola, mas passa pelo menos duas noites por semana trabalhando em Mandirituba, onde está lotado. Teixeira disse que a secretaria não poderá atender o pedido de contratação de mais um inspetor para a escola, porque o Estado está proibido pela Justiça de contratar funcionários pelo regime da CLT.

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